Consequentemente, a menor oferta desses produtos continuou sustentando os reajustes observados ao longo dos últimos meses.
Café e frutas ajudam a conter inflação
Por outro lado, alguns itens apresentaram recuo nos preços e ajudaram a reduzir a pressão inflacionária dos alimentos.
O café moído registrou queda de 3,69% em junho, enquanto as frutas ficaram, em média, 0,96% mais baratas.
No caso do café, o movimento reflete uma melhora nas perspectivas para a safra e um alívio nas cotações internacionais da commodity, fator que influencia diretamente a formação dos preços no mercado brasileiro.
Alimentação fora de casa também desacelera
A inflação da alimentação fora do domicílio também mostrou perda de força em junho.
O grupo passou de uma alta de 0,51% em maio para 0,40% neste mês.
Além disso, o preço das refeições desacelerou de 0,57% para 0,39% no período. Em contrapartida, os lanches registraram aceleração, com a variação passando de 0,37% para 0,45%.
Assim, embora a inflação dos alimentos continue impactando o orçamento das famílias, os dados de junho indicam uma desaceleração em relação aos meses anteriores, ainda que alguns produtos agrícolas permaneçam sob forte pressão devido aos efeitos climáticos sobre a produção.