Santo André assinou nesta quarta-feira (18) a Ordem de Serviço para a elaboração da versão atualizada de seu Plano Diretor de Drenagem Urbana. Trata-se de um documento de gestão municipal que planeja, projeta e gerencia o manejo das águas pluviais, visando mitigar inundações, enchentes e alagamentos, e vai ao encontro das ações da Prefeitura andreense, que até o fim de 2026 está investindo R$ 210,5 milhões em intervenções e tecnologias para reduzir os problemas causados pelas chuvas.
O ato de assinatura deste importante instrumento aconteceu ao lado da obra de um dos sete microrreservatórios que vêm sendo construídos na bacia do Córrego Guarará, na Rua Tucuruí, localizada na Vila Pires, com presença do prefeito Gilvan Ferreira, do secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira, do secretário de Infraestrutura e Obras, André Scarpino, e outras autoridades.
Desenvolvido para incorporar novas intervenções e melhorar a eficiência da gestão das águas urbanas, o Plano Diretor de Drenagem Urbana – criado em 1996 e instituído em 1999 – engloba diagnóstico, prognóstico de bacias hidrográficas e diretrizes para obras estruturais e medidas não estruturais, como educação ambiental e manutenção.
“O último plano foi de 1996 e colocado em prática em 1999. Tivemos obras, atualizações, e agora vamos dar continuidade. São intervenções estruturantes e esse planejamento vai fazer com que a política urbana de pequeno, médio e longo prazo, aloque da melhor forma os recursos, obtendo uma cidade mais resiliente”, comentou o prefeito Gilvan Ferreira.
O Plano Diretor de Drenagem Urbana de Santo André será desenvolvido por uma empresa especializada no assunto, sendo um instrumento de fundamental importância para o município. Serão necessários 12 meses para o desenvolvimento do documento e o investimento é de R$ 2.375.168,65.
“Desde 1996 Santo André já tinha grupos técnicos sobre a questão da drenagem dentro da Prefeitura, para que em 1999 pudesse chancelar o plano diretor. Pensar a drenagem e o saneamento é muito importante. O saneamento traz essa inter-relação entre água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem. Um está diretamente ligado ao outro. A cidade cresce e temos que pensar diagnósticos sabendo que o clima está mudando e afeta a vida das pessoas. Esse é um plano fundamental para uma cidade mais resiliente”, disse o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira.
O secretário de Infraestrutura e Obras, André Scarpino, destacou a importância do plano para os dias de hoje, com graves mudanças climáticas. “A partir do diagnóstico real que teremos através deste grande plano, vamos delinear muito bem os nossos investimentos para as áreas mais vulneráveis da nossa cidade.”
Ações – Santo André já realizou significativas obras neste segmento nos últimos meses, como o Complexo Viário Maurício de Medeiros, a microdrenagem na Avenida Queirós Filho e a implantação de três canteiros esponja sob praças, sendo um na Vila Homero Thon, um no Centro e outro na Vila Palmares.
Entre as intervenções que estão em curso ou prestes a acontecer estão as construções dos sete microrreservatórios na bacia do Córrego Guarará (os quais armazenarão quase 5.000 m³ de água), a ampliação em quatro vezes da capacidade de vazão da Estação Elevatória de Águas Pluviais da Vila América, com instalações das novas tubulações e motobombas, o alteamento da Avenida Santos Dumont, as instalações de 500 bocas de lobo inteligentes, fluviômetros, pluviômetros, estações meteorológicas e outros dispositivos, entre outras.
O município ainda faz uso de importante ferramenta, caso de um sistema de inteligência artificial para predição de alagamentos. Ou seja, ele utiliza dados coletados por estações meteorológicas, dentre outros, para trabalhar na identificação de riscos hidrológicos (causados por chuvas intensas), como inundações, pontos de alagamento e saturação do solo.