Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), aproximadamente 64 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de alergia. Com a chegada do inverno e do tempo seco, sintomas como espirros, coriza, congestão nasal, coceira nos olhos e irritações na pele tendem a se tornar mais frequentes, impactando a qualidade de vida das pessoas.
Entre as condições mais comuns estão a rinite alérgica, a asma, a sinusite associada a processos alérgicos e algumas dermatites. Nessa época do ano, a permanência em ambientes fechados e a maior exposição a ácaros, poeira e mofo e outros ajudam no surgimento ou na piora das crises.
Além dos tratamentos convencionais, a acupuntura tem sido utilizada como uma abordagem complementar para auxiliar no controle dos sintomas e promover bem-estar. De acordo com a Dra. Maria Cristina Cerqueira, acupunturiatra e membro do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), a acupuntura pode integrar o tratamento de pacientes com doenças alérgicas, contribuindo para o controle dos sintomas e para a melhora da qualidade de vida.
“A acupuntura atua de forma complementar ao tratamento médico convencional, auxiliando no alívio de sintomas como congestão nasal, coriza, espirros e coceira. O tratamento é individualizado considerando as necessidades específicas de cada paciente”, explica.
Entre os principais benefícios da acupuntura para quem sofre de alergias estão: a redução da frequência e da intensidade das crises; o alívio da congestão nasal e da coriza; a melhora da qualidade do sono; a redução da ansiedade e do estresse; e a melhora do bem-estar e da qualidade de vida.
“Cada caso deve ser avaliado individualmente. O acompanhamento médico é fundamental para o diagnóstico correto e para a definição do melhor tratamento. A acupuntura pode ser uma importante aliada dentro desse processo, especialmente para pacientes que convivem com sintomas recorrentes”, afirma a acupunturiatra.
Quando procurar ajuda?
Especialistas recomendam buscar avaliação médica sempre que os sintomas forem persistentes, recorrentes ou comprometerem atividades cotidianas, o sono e a qualidade de vida. Em casos de falta de ar, chiado no peito ou reações alérgicas intensas, o atendimento deve ser imediato.
Com a proximidade dos meses mais frios e secos do ano, tomar cuidados no dia a dia e o acompanhamento adequado podem fazer diferença no controle das alergias e na redução dos desconfortos causados pelas crises.