A jovem atleta Rebeca Duarte, conhecida como Rebeca Bem-te-vi, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio em competição internacional. No último domingo, 19 de abril, ela conquistou a medalha de ouro em campeonato de jiu-jitsu realizado em Dublin, na Irlanda, vencendo na categoria pena-leve com kimono, destinada a atletas de até 33 quilos.
O resultado reforça a consistência da lutadora, que já havia se destacado na mesma cidade em outubro de 2025, quando também foi campeã, naquela ocasião na categoria sem kimono. A nova vitória consolida a presença da atleta no circuito internacional da modalidade ainda em fase de formação.
Rebeca Bem-te-vi começou a competir aos 7 anos e, aos 11, já construiu uma trajetória incomum para a idade. São mais de 80 medalhas de ouro acumuladas em competições nacionais e internacionais, incluindo participações em eventos de grande porte, como o Mundial em Abu Dhabi e o Pan Kids, em Orlando.
A sequência de conquistas tem projetado o nome da atleta para além do cenário regional. O calendário prevê novas disputas fora do país, com compromissos programados nos Estados Unidos, Japão e Emirados Árabes Unidos, ampliando o nível de exigência técnica e competitiva.
A preparação de Rebeca Bem-te-vi acontece em dois polos esportivos de São Bernardo, a Academia Gênesis e o Centro de Excelência de Judô, espaços que concentram atletas em formação e de alto rendimento. A rotina de treinos combina desenvolvimento técnico, disciplina e acompanhamento contínuo, elementos essenciais para manter o desempenho em alto nível.
O secretário de Esporte e Lazer de São Bernardo, Maurício Cardozo, destacou o papel da atleta como representante da cidade em competições internacionais. Segundo ele, “Rebeca Bem-te-vi é uma das nossas joias. São Bernardo é um grande celeiro de atletas e a gestão do prefeito Marcelo Lima tem intensificado os investimentos para apoiar esse trabalho”, afirmou.
Com uma agenda internacional pela frente, a família busca apoio e patrocínios para garantir a participação da atleta nas próximas competições. O avanço de Rebeca Bem-te-vi no jiu-jitsu depende não apenas do desempenho esportivo, mas também da viabilização logística para seguir competindo em alto nível fora do Brasil.
O Complexo São José venceu o Complexo Riacho Grande por 3 a 0, na manhã desta terça (21/04), no duelo inaugural da 5ª edição da Taça das Favelas, realizado na Arena Orquídeas, em São Bernardo. A competição contou com a presença de parte das 16 equipes e 800 jogadores que vão disputar o torneio de 2026. O meio-campista Deivid marcou um hat-trick (três gols), sendo um deles de pênalti, com extrema categoria.
O prefeito Marcelo Lima participou da cerimônia e deu o pontapé inicial do torneio. Em seu discurso, ele enfatizou que, embora o futebol seja o atrativo principal, o verdadeiro objetivo da Taça das Favelas é a integração comunitária e o desenvolvimento humano.
“A Taça das Favelas pode até revelar jogadores que depois vão para grandes clubes, mas o principal desta competição é o social, a integração de adolescentes de toda a cidade para um torneio que exige respeito, disciplina e preparo”, afirmou o prefeito.
Para o presidente da Cufa São Bernardo, Marcos Miranda (Marcão), a edição de 2026 mobiliza cerca de 800 atletas. O impacto do projeto também foi reforçado por Marcivan Barreto, presidente da Cufa do Estado de São Paulo, que classificou a organzação em São Bernardo como “ímpar” e essencial para afastar jovens de situações de risco.
Próximos jogos
A primeira rodada oficial da Taça das Favelas de São Bernardo será realizada no próximo sábado, 25 de abril, dividida entre dois centros esportivos da cidade. A descentralização das sedes visa facilitar o acesso das torcidas de diferentes comunidades.
O secretário de Esportes e Lazer, Maurício Cardoso, reiterou que a parceria com a Cufa é fundamental para dar visibilidade aos talentos das periferias. “A Taça das Favelas é um lugar de esperança e inclusão, fortalecendo a missão de criar caminhos para o futuro da juventude de São Bernardo”, concluiu.
A Taça das Favelas consolidou-se desde 2019 como celeiro de talentos. Após o hiato da pandemia, o torneio cresceu em estrutura. Em 2023, a Cidade Tiradentes (masculino) e o Campanário-Diadema (feminino) brilharam no cenário regional. Em 2024, a Favela Erundina conquistou o troféu masculino. Já em 2025, o Complexo Vila São José dominou a 4ª edição ao vencer o Pérola por 3 a 0, chegando à final estadual no Pacaembu, onde foi vice-campeão para a Favela da 13. O torneio é o maior do mundo entre comunidades e ferramenta vital de inclusão social pela Cufa.