O handebol de São Bernardo está de volta ao protagonismo nacional. Como resultado do processo de fortalecimento da modalidade desenvolvido pela Prefeitura, quatro atletas foram convocados, pela primeira vez, para defender a Seleção Brasileira Infantil Masculina. Os jovens representarão o Brasil no Campeonato Sul-Centro Americano, que será disputado entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, em Assunção, no Paraguai.
A convocação de Bernardo Coppini (armador), Davi Araújo (pivô), Henrique Mendonça (central) e João Bastiani (goleiro) reforça a vocação esportiva do município. Reconhecida durante décadas como uma das principais potências do handebol brasileiro, São Bernardo voltou a investir na formação de atletas, na estrutura das equipes e no fortalecimento das categorias de base durante a gestão do prefeito Marcelo Lima, recolocando a cidade entre os principais centros formadores do País.
O secretário de Esportes e Lazer, Maurício Cardozo, destacou que a convocação simboliza a retomada de um legado histórico da cidade. “O handebol faz parte da identidade esportiva de São Bernardo. Ver nossos atletas vestindo a camisa da Seleção Brasileira mostra que estamos no caminho certo”, afirmou. “O investimento nas categorias de base, a valorização dos nossos profissionais e o trabalho realizado pela gestão do prefeito Marcelo Lima, desde o início de 2025, para resgatar a modalidade, já apresentam resultados concretos. É motivo de orgulho para toda a cidade e um incentivo para que mais crianças e adolescentes enxerguem no esporte uma oportunidade de desenvolvimento”, completou.
TALENTOS DA BASE – Os quatro atletas vêm se destacando nos últimos anos pela evolução técnica e pelos resultados conquistados em competições estaduais e nacionais. Agora, celebram a primeira convocação para defender a Seleção Brasileira.
Bernardo Coppini, de 14 anos, atua como armador e pratica handebol há sete anos. Em 2026, foi eleito o melhor central e MVP da Taça Sudeste. O atleta não escondeu a emoção ao vestir a camisa verde-amarela. “É a realização de um sonho e o reconhecimento de tudo aquilo que a gente vem construindo com a nossa equipe. É uma oportunidade única de disputar uma competição ao lado de atletas de alto nível. Agradeço ao meu técnico e a todos que acreditaram em mim.”
Também com 14 anos, o goleiro João Bastiani treina na equipe de São Bernardo desde o ano passado e comemorou a convocação. “Quando vi meu nome na lista, fiquei emocionado. Lembrei das conversas com meu treinador, que nunca desistiu de mim, mesmo quando eu não ia bem nos jogos. Ele acreditou no meu potencial, me deu confiança para continuar trabalhando, e essa convocação é a resposta de todo esse esforço.”
Prata da casa, Davi Araújo atua como pivô e pratica handebol há quatro anos. Em 2026, foi eleito o melhor lateral esquerdo e MVP do Campeonato Brasileiro Mirim, além de melhor pivô e melhor defensor da Taça Sudeste. “Representar São Bernardo e ter a oportunidade de vestir a camisa da Seleção Brasileira é uma honra enorme. Vou dar o meu máximo e aproveitar cada momento dessa experiência.”
O central Henrique Mendonça, de 14 anos, começou no handebol há cinco anos e acredita que dedicação e disciplina tornam qualquer sonho possível. “Lembro de assistir aos jogos da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 2021 e decidir que queria praticar handebol. Hoje, essa convocação é fruto daquela inspiração e da certeza de que estou no lugar certo. São Bernardo é referência e sempre será. Estou muito feliz.”
HISTÓRIA QUE NÃO SE APAGA – Bernardo, Davi, Henrique e João fazem questão de reconhecer a importância do treinador Lucas Siqueira em suas trajetórias. Ex-atleta que ajudou a escrever a história vitoriosa do handebol de São Bernardo, hoje ele lidera a formação da nova geração que recoloca a cidade entre as referências nacionais da modalidade.
Lucas não esconde a emoção ao ver seus atletas alcançando a Seleção Brasileira. “Minha sensação é de muita alegria e gratidão pelo trabalho desenvolvido com essa categoria. No ano passado, outros atletas também tiveram essa oportunidade, e isso fortalece ainda mais o nosso projeto. Meu objetivo é formar atletas, assim como um dia fui formado em São Bernardo. Ver esses meninos realizando o sonho de vestir a camisa da Seleção Brasileira não tem preço”, concluiu.
PATROCÍNIO DA CAIXA – O processo de retomada do handebol na cidade ganhou força em outubro de 2025, com a assinatura de um novo patrocínio entre São Bernardo e a Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 2,5 milhões. O investimento integra a política pública de fortalecimento do esporte de alto rendimento da gestão do prefeito Marcelo Lima, focada no resgate da tradição esportiva da cidade e na formação de novos talentos.
São Bernardo fará censo para nortear políticas públicas de incentivo e fortalecimento da agricultura urbana
A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal de São Bernardo planeja fazer amplo censo para levantar quantos moradores estão envolvidos com a agricultura urbana e periurbana no município, trabalho que poderá ser realizado junto com a Universidade São Judas, com a qual busca parceria. O objetivo é levantar quantas hortas existem, número de pessoas envolvidas e idade, quais as dimensões das áreas destinadas ao cultivo, o que produzem e dificuldades enfrentadas, a fim de desenvolver políticas públicas para impulsionar o trabalho e fortalecer redes de cooperação entre os agricultores urbanos.
A iniciativa é a segunda etapa de um processo que começou em setembro de 2025, quando a Prefeitura deu passo importante com foco na estruturação de uma política municipal de agricultura urbana e periurbana, com a participação de profissionais da administração em curso de formação da FGVces (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas). O processo de capacitação resultou na criação de um grupo formado por servidores públicos e sociedade civil organizada, inclusive com agricultores locais, para discutir e desenvolver projetos piloto com apoio da FGV.
Um dos projetos foi a realização de um estudo piloto, em parceria com a FGV, que envolveu 31 agricultores de São Bernardo que atuam nas regiões das vilas Vivaldi e São Pedro para embasar a realização do censo. O levantamento permitiu levantar dados acima das questões preliminarmente definidas no escopo do projeto-piloto.
O levantamento mostrou, por exemplo, alguns aspectos sociais dos agricultores que são relevantes para a análise da agricultura urbana e periurbana no município. Segundo o levantamento, homens formam a imensa maioria da força de trabalho nas hortas, com 77%, enquanto as mulheres representam 23%. Com relação à faixa etária, 45% têm acima de 65 anos, 38,7% têm entre 56 e 65, o que indica uma população majoritariamente idosa entre esses trabalhadores. Outros 12,9% estão na faixa de 36 a 45 e 3,2% têm de 46 a 55 anos.
“O perfil do agricultor traçado por este censo aponta a necessidade de um olhar atento para a questão etária. Como a maioria das pessoas é idosa e trabalha sob condições de exposição prolongada ao sol, muitas vezes permanecendo longos períodos em pé, observa-se que o local das hortas frequentemente não oferece condições mínimas de conforto, como sombra ou bancos para descanso. Nesse sentido, seria interessante oferecer ou estimular alternativas para melhorar o conforto dessas pessoas, como o uso de protetor solar, bonés e garrafas de água, além de estruturas de descanso”, aponta trecho do relatório preparado pela equipe da Secretaria de Meio Ambiente com base nos resultados da pesquisa.
PRODUÇÃO VARIADA – O estudo realizado junto a agricultores que atuam em hortas das duas regiões apontou variedade considerável de alimentos produzidos, com destaque para hortaliças, frutas, plantas condimentosas, medicinais e plantas alimentícias não convencionais (Pancs). Ainda segundo o levantamento e explicado no relatório, 77,4% deles comercializam a produção, e 92% das vendas são realizadas de forma direta aos consumidores. Entre os que não vendem seus produtos, 37,5% têm a intenção de comercializar.
Em números absolutos, 24 dos entrevistados afirmaram vender seus produtos. Contudo, apenas 20 declararam possuir renda proveniente da agricultura, o que se explica pelo fato de que alguns agricultores vendem uma quantidade pequena de mercadoria e não consideram esse valor parte da própria renda. Revela ainda que apenas 11 dos 31 entrevistados possuem renda proveniente da agricultura superior a 25% da renda familiar. Ou seja, trabalhar com agricultura urbana ainda não impacta de forma significativa na geração de renda da maioria dessas famílias.
O trabalho também revelou que os agricultores têm dificuldade no escoamento da produção, inclusive em casos de doação, na medida em que há episódios de alimentos serem descartados por haver oferta maior que a demanda. Em outras situações, os produtos se esgotam rapidamente, o que pode variar também conforme o tipo de alimento. Esse cenário é reforçado pelo fato de a maior parte das vendas ser realizada por meio do contato direto com moradores do entorno das hortas, o que pode dificultar o acesso a mercados que exigem fornecimento periódico e regular, aponta o relatório.
Todos esses pontos e outros apontados no relatório produzido a partir dos levantamentos de campo foram apresentados a agricultores urbanos e periurbanos de São Bernardo na tarde de terça-feira (7/7), durante encontro na chamada ‘Horta do Profeta’, localizada em área de dutos da Transpetro na Vila Vivaldi. Organizado pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal, foi planejado também para permitir a troca de experiências e fortalecimento do segmento em São Bernardo, assim como orientações sobre dois temas que podem beneficiar os trabalhadores: Cadastro da Agricultura Familiar (CAT) e feiras agroecológicas.