Quinta, 12 de Março de 2026

Quaest: 49% afirmam não confiar no Supremo; 43% confiam

Confiança no STF piorou na comparação com pesquisa anterior, feita em agosto de 2025
Por janete ogawa
12 de março de 2026 - Fonte: Pleno News

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) apontou que 49% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 43% dizem confiar na Corte. Outros 8% não souberam ou preferiram não responder.

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) apontou que 49% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 43% dizem confiar na Corte. Outros 8% não souberam ou preferiram não responder.

Na comparação com a pesquisa anterior, realizada em agosto de 2025, houve aumento no índice de desconfiança e uma queda drástica na confiança. Naquele levantamento, 47% diziam não confiar no STF, enquanto 50% afirmavam confiar.

A confiança no tribunal varia bastante conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre eleitores que se identificam como lulistas, 71% dizem confiar no STF, enquanto 21% afirmam não confiar. Entre pessoas que se consideram de esquerda, mas não lulistas, 77% dizem confiar e 18% afirmam não confiar.

Já entre os eleitores independentes, 51% dizem não confiar no Supremo, contra 36% que afirmam confiar.

Nos segmentos mais ligados à direita, a desconfiança é maior. Entre eleitores de direita que não se identificam como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 77% dizem não confiar no STF e 20% afirmam confiar. Entre os eleitores de Bolsonaro, o índice de desconfiança chega a 84%, enquanto 13% dizem confiar na Corte.

A pesquisa também mostra que 66% dos brasileiros consideram importante eleger senadores comprometidos com o impeachment de ministros do STF. Além disso, 59% dos entrevistados avaliam que o Supremo é aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 72% dos entrevistados, há a consideração de que a Suprema Corte tem poder demais.

O levantamento também abordou o impacto do escândalo envolvendo o Banco Master nas escolhas eleitorais. Segundo os dados, 38% dos eleitores dizem que evitariam votar em qualquer candidato envolvido no caso. Outros 29% afirmam que levariam o tema em consideração junto com outros fatores na hora de escolher o voto. Já 20% dizem que o escândalo não influenciaria sua decisão.

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