Sexta, 05 de Junho de 2026

Polícia do Senado apura suspeita de atentado de Deolane contra Flávio Bolsonaro

Estados Unidos classificam CV e PCC como grupos terroristas
Por janete ogawa
29 de maio de 2026 - Fontes: Itatiaia e Pleno News

Polícia Legislativa do Senado Federal abriu um boletim de ocorrência para apurar uma suposta ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso envolve declarações atribuídas à influenciadora Deolane Bezerra em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo o registro, as falas teriam sido feitas durante uma transmissão publicada no canal “Frank Clips” na última terça-feira (26). Trechos do conteúdo foram anexados ao boletim protocolado na Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado. A apuração foi iniciada a partir de informações levantadas pelo setor de inteligência da própria Polícia do Senado, que solicitou uma verificação preliminar sobre a procedência das declarações. Caso sejam encontrados indícios suficientes, o órgão poderá instaurar um inquérito formal.

Reação de Flávio Bolsonaro

Em nota divulgada pela assessoria, Flávio Bolsonaro agradeceu o trabalho da Polícia Legislativa e afirmou que não irá recuar diante de ameaças. O senador também reforçou o discurso de combate ao crime organizado e voltou a defender ações mais duras contra facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.

A influenciadora Deolane Bezerra foi presa na última semana durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga supostas ligações com integrantes do PCC. Segundo as investigações, ela teria mantido contato com familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção. Deolane nega qualquer envolvimento com organizações criminosas.

Estados Unidos classificam CV e PCC como grupos

terroristas

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, no início da noite desta quinta-feira (28), a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas. A decisão ocorre dois dias após o encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou o nível de violência e risco à sociedade promovido pelos grupos.

— O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. (…) Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país — destacou o comunicado.

O texto reitera ainda que as forças de segurança tomarão todas as medidas para inibir a entrada de drogas ilícitas em território estadunidense.

— A ação tomada hoje pelo Departamento de Estado demonstra ainda mais o compromisso inabalável do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano — afirmou.

O PCC é considerado a maior organização criminosa das Américas, atuando em 30 países com cerca de 40 mil membros associados. Estima-se que o Comando Vermelho tenha cerca de 30 mil membros, atuando em 23 estados brasileiros e em franca expansão no domínio de territórios pelo país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é favorável à medida e, em encontro recente com Trump, tentou incentivar o recuo do governo norte-americano sobre a ideia. Para o petista, a medida pode trazer prejuízos à economia e ser pouco efetiva no combate à atuação das facções.

Leia a declaração do governo norte-americano:

Hoje, o Departamento de Estado dos Estados Unidos está designando o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e pretende designar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026.

O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntas, elas comandam milhares de integrantes e foram responsáveis pela coordenação de ataques brutais contra policiais brasileiros, agentes públicos e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e chegando ao nosso país.

O governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos financeiros que sustentam narcoterroristas violentos. A ação adotada hoje pelo Departamento de Estado demonstra, mais uma vez, o compromisso inabalável do governo Trump com o desmantelamento de cartéis e organizações criminosas em nossa região e com a garantia da segurança do povo americano.

As medidas anunciadas hoje são adotadas com base na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos (Immigration and Nationality Act) e na Ordem Executiva 13224. As designações como Organização Terrorista Estrangeira (FTO) entram em vigor após sua publicação no Federal Register (Diário Oficial Federal dos Estados Unidos).

 

 

 

PoderData/AYA: Flávio e Lula empatam em eventual 2º turno

Levantamento divulgado nesta sexta-feira (29) pelo instituto PoderData/AYA aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria empate técnico em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a pesquisa, Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 42%, mas com margem de erro de dois pontos percentuais.

O estudo também simulou outros confrontos de segundo turno envolvendo o petista. Em disputas contra os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), Lula soma 45% das intenções de voto, enquanto ambos alcançam 41%.

A pesquisa ainda avaliou as intenções de voto em primeiro turno. Lula lidera com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, que marca 35%. Na sequência aparecem Romeu Zema, com 4%, além de Renan Santos, Joaquim Barbosa, o médico Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado, todos com 3%.

O levantamento também mediu a percepção dos entrevistados sobre o governo federal. Para 46%, a administração Lula é considerada “ruim” ou “péssima”. Já 36% classificam a gestão como “ótima” ou “boa”, enquanto 16% avaliam o governo como “regular”.

A pesquisa PoderData/AYA ouviu 2.400 pessoas em 651 municípios brasileiros entre os dias 25 e 28 de maio, por meio de entrevistas telefônicas. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04882/2026, em 23 de maio de 2026.

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