Uma pesquisa divulgada pelo instituto PoderData/Aya indica que a maioria dos brasileiros que dizem conhecer o escândalo envolvendo o Banco Master atribui ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a principal responsabilidade pelas supostas irregularidades.
Segundo o levantamento, 86% dos entrevistados afirmaram estar informados sobre o caso. Entre esse grupo, 54% responsabilizam a atual gestão federal, enquanto 29% apontam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como principal responsável.
A pesquisa ouviu 2.400 pessoas entre os dias 21 e 24 de junho, em 617 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O caso do Banco Master ganhou destaque nacional após denúncias envolvendo supostas fraudes bancárias, lavagem de dinheiro, corrupção e compra de leis. As investigações seguem em andamento, e os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
O preço da picanha dispara mais de 10%
Comer aquele churrasco no final de semana virou um baita desafio para as finanças neste primeiro semestre. Os números do IBGE revelam que os cortes preferidos do povo subiram forte, puxados pela picanha que saltou 10,66%, seguida de perto pelo filé-mignon com 10,2% e a alcatra com 9,48% de aumento. Até as opções que costumam ser mais em conta, como o patinho e o cupim, sofreram reajustes e apertaram o orçamento das famílias.
Janela de exportação aperta o mercado
A explicação para o sumiço da carne barata nos açougues está na pressa dos frigoríficos para vender para fora. As empresas correram para despachar grandes volumes para a China no começo do ano para aproveitar as taxas menores antes que a cota anual de exportação estoure. Esse movimento reduziu o produto disponível nos mercados da nossa volta e jogou os valores para cima de forma generalizada.
Cenário deve seguir apertado até dezembro
Os analistas do setor indicam que o calendário tradicional de vendas virou uma bagunça e o preço deve continuar oscilando bastante nos próximos meses. Embora exista a chance de uma calmaria temporária quando os chineses pisarem no freio, a virada do ano promete nova pressão com a chegada das compras dos Estados Unidos e as dificuldades na criação causadas pelo El Niño. A expectativa é que a cota de exportação seja liquidada antes do encerramento de 2026.