Quarta, 24 de Junho de 2026

Gerp: Flávio e Lula aparecem tecnicamente empatados no 2º turno

Economia e segurança puxam pior avaliação do governo Lula
Por janete ogawa
24 de junho de 2026 - Fontes: JP, A Crítica, SBT News

Pesquisa do Instituto Gerp divulgada nesta quarta-feira (24) afirma que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empata tecnicamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. O filho do ex-presidente aparece com 42% das intenções de votos contra 40% do petista. Dos entrevistados, 15% disseram não votar em nenhum dos dois e 3% não souberam responder.

Já em uma disputa de 2º turno entre Lula e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o atual presidente aparece à frente com 39% dos votos enquanto Zema tem 36%. Em comparação com o pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD), Lula empataria a disputa com 39% enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 38% dos votos. Todos os três cenários contam com a participação hipotética dos 4 candidatos envolvidos.

Segundo pesquisa do Instituto divulgada no início do mês, Flávio diminuiu em aproximadamente dois pontos percentuais e Lula cresceu em um. Na época, Flávio Bolsonaro venceria o atual presidente em um eventual segundo turno das eleições presidenciais com 44,7% dos votos contra 39,1% do petista. Dos entrevistados, 13,1% disseram não votar em nenhum dos dois e 3,2% não souberam responder.

1º Turno

Já no primeiro turno, em pesquisa estimulada, Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente. O senador tem 34% dos votos enquanto o presidente tem 37%.

Caiado vem em seguida com 4% dos votos. O pré-candidato Renan Santos (Missão) e Zema aparecem com 3% cada um. Joaquim Barbosa (DC), Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo têm 1% cada das intenções de voto. Outros 11% ainda não sabem e 6% não escolheram nenhum dos candidatos.

A pesquisa do Instituto Gerp ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 20 de junho de 2026. A margem de erro estimada é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-09657/2026.

 

Rejeição

 

Pesquisa do Gerp divulgada nesta quarta-feira (24) mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o mais rejeitado entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Dos entrevistados, 48% disseram que “não votariam de jeito nenhum” no petista.

Segundo o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o segundo mais rejeitado. Ao todo, 44% responderam que não votariam no filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na sequência, aparecem com 1% de rejeição:

  • Augusto Cury (Avante);
  • Ronaldo Caiado (PSD);
  • Romeu Zema (Novo);
  • Samara Martins (UP);
  • Renan Santos (Missão);
  • Cabo Daciolo (Mobiliza).

De 15 a 20 de junho, o Instituto de Pesquisas Gerp entrevistou 2.000 pessoas por meio de ligação telefônica. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 18 de junho com número BR-09657/2026.

 

 

 

 

Economia e segurança puxam pior avaliação do governo Lula

A área econômica continua sendo o ponto mais sensível da avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta segunda-feira, 22. O levantamento indica que o maior índice de reprovação aparece no controle e corte de gastos públicos, com 51% de avaliação ruim ou péssima. Na sequência, surgem o combate à inflação, com 49%, e a segurança pública, com 47%.

Os números mostram que, mesmo com iniciativas recentes do governo para tentar reduzir o desgaste, os principais focos de insatisfação seguem praticamente estáveis. No caso dos gastos públicos, a avaliação positiva permaneceu em 20%, enquanto a negativa ficou novamente em 51%. No combate à inflação, a aprovação seguiu em 23% e a reprovação oscilou de 50% para 49%. Já na segurança pública, o índice ruim ou péssimo caiu de 49% para 47%.

Entre as áreas mais bem avaliadas, a educação aparece à frente, embora a reprovação ainda seja maior que a aprovação. O setor tem 35% de avaliação ótima ou boa, contra 38% de ruim ou péssima. Já o combate à fome e à pobreza registra 33% de avaliação positiva e 41% de negativa, enquanto o combate ao desemprego soma 32% de aprovação e 40% de reprovação.

O retrato por áreas acompanha o cenário geral de estabilidade na avaliação do governo. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 130 municípios entre os dias 13 e 17 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 

 

 

 

59% apoiam classificar PCC e CV como terroristas

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (23) aponta que 59% dos brasileiros concordam total ou parcialmente com a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Por outro lado, 22% discordam totalmente e 11% em parte.

Apesar do apoio à medida adotada pelo governo americano, a maioria da população rejeita uma eventual atuação dos Estados Unidos contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização das autoridades nacionais. Segundo o levantamento, 74% são contrários a esse tipo de intervenção.

O levantamento do Datafolha mostra ainda que a decisão dos Estados Unidos é amplamente conhecida pela população. Ao todo, 83% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Entre eles, 35% disseram estar bem informados sobre o assunto, enquanto 37% afirmaram estar mais ou menos informados.

Enquanto isso, 13% responderam que não souberam da classificação e 11% souberam, mas estão mal informados. 5% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 17 e 18 de junho, em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

Os resultados refletem a preocupação dos brasileiros com o avanço do crime organizado no país. Em dezembro do ano passado, outra pesquisa Datafolha mostrou que a segurança pública aparece entre os principais problemas nacionais, sendo citada por 16% dos entrevistados. O tema ficou atrás apenas da saúde, mencionada por 20%, e à frente da economia, com 11%.

Além disso, uma pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Instituto Datafolha, apontou que quase 70 milhões de brasileiros percebem a presença do crime organizado — como tráfico de drogas, facções ou milícias — no local onde moram.

 

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