Copa do Mundo é época de esperança. É quando as torcidas e as apostas se tornam mais fortes.
Se é assim nos gramados, numeradas, cadeiras e arquibancadas, com diversas empresas e marcas não é diferente.
Afinal, futebol é emoção, paixão, mas, razão e negócios.
E a indústria de ônibus não está fora dessa.
O Diário do Transporte conheceu e andou um pouco na última segunda-feira, 08 de junho de 2026, no modelo de ônibus da Volkswagem que transportou a Seleção Brasileira.
Não foi um ônibus parecido, foi exatamente o mesmo veículo que levou os jogadores e a comissão técnica do hotel para o Aeroporto rumo a América do Norte e, quem sabe, ao Hexa. Na volta, também será o mesmo ônibus.
Como já havia mostrado a reportagem em primeira-mão, trata-se do modelo da linha Euro 6 para rodoviários e fretamento Volksbus 18.320 SH, motor traseiro, de 9 litros, 320 cv de potência e 1200 Nm de torque, com suspensão 100% pneumática. A transmissão automática tem oito velocidades. O chassi pode receber carrocerias de até 14 metros.
Relembre:
Ônibus oficial da Seleção Brasileira de Futebol é novamente um Volksbus
Foram duas unidades disponibilizadas com o envelopamento oficial da CBF: um chassi recebeu carroceria Comil Invictus 1200 – que dá apoio aos transportes, e o outro, exatamente o veículo dos jogadores, com carroceria Marcopolo Paradiso 1200 G8 (da Geração Oito).
A configuração de ambos é executiva, para pequenos e médios trajetos, justamente pelo perfil de deslocamentos curtos da Seleção em ônibus.
O veículo possui poltronas ergonômicas com espumas e um revestimento para melhor acomodar o corpo, sendo flexíveis, se adaptando às diferentes características físicas de cada passageiro. As poltronas possuem ainda apoios para descansos de pés e pernas, tomadas USB para carregar baterias de celulares e notebooks, além de porta-copos. Há também mesas internas, geladeira, filtro e sanitário pressurizado e com sistema de higienização.
A capacidade é para 46 pessoas sentadas. O piso é de tom amadeirado, ampliando a sensação de conforto interno. As luzes possuem efeito de relaxamento visual para ampliar o descanso nas viagens.
Muito mais que oferecer conforto aos craques da Seleção, a Volkswagem aposta na visibilidade para ampliar a participação nos segmentos de linhas rodoviárias regulares e fretamento eventual e receptivo, os quais, apesar de um crescimento, ainda não são o forte da marca.
A Volkswagen é vice-líder em todo o mercado de ônibus, lidera segmentos como de fretamento contínuo (a maior parte com motorização dianteiro), pelo qual responde por 45,5 % do mercado, além de estar no topo de compras públicas, como os micro-ônibus escolares do Programa Caminho da Escola, com 40% da frota em operação, o que significa cerca de 30 mil coletivos desde o lançamento em 2007.
Segundo o vice-presidente de Vendas, Marketing e Serviços da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Ricardo Alouche, o segmento de rodoviários de linhas regulares ainda é muito “tradicionalista” nas marcas amplamente empregadas.
“Somos líderes em diversos segmentos e nossa participação no mercado de ônibus cresce e, em 2026, não é diferente. Entre todos os segmentos respondemos hoje por 28% de todo o mercado, estando em segundo lugar. Abril foi o nosso melhor mês desde 2014. Estamos ampliando ainda mais nossa presença, mas ainda é necessário convencer os operadores a experimentar o veículo. Os resultados, entretanto, têm sido muito positivos” – disse.
O diretor de Vendas de Ônibus, Jorge Carrer, disse que os frotistas que acabam operando em forma de testes ou adquirem uma primeira unidade do 18.320 OT têm se surpreendido positivamente e que desde o início da geração Euro 6, entre 2021 e 2013, com a entrada das atuais normas em vigor de redução de emissões por motores a diesel de veículos pesados, frotistas que nunca tiveram a marca no segmento já estão optando pelo modelo.
“Tem sido de grande relevância a aceitação do nosso modelo rodoviário 18.320 OT. As empresas que agem de forma disruptiva e adquirem uma ou duas unidades, acabam se impressionando com o torque, o desempenho em operações mais severas, o nível de consumo de combustível e os custos de manutenção e acabam realizando novas compras” – disse.
Vale lembrar que, originalmente de fábrica, o rodoviário da Volkswagen 18.320 OT sai apenas na versão de dois eixos (4×2). Grande parte deste segmento de linha regular adota as configurações de três eixos (6×2) e de quatro eixos (8×2).