Sexta, 05 de Junho de 2026

Com 49 profissionais em atuação, Mauá busca expandir cobertura do Mais Médicos

Mauá promove ações educativas para incentivar uso racional de medicamentos nas UBSs
Por janete ogawa
6 de maio de 2026 - Foto: Divulgação PMM

A Secretaria de Saúde de Mauá solicitou a ampliação do número de vagas do programa federal ‘Mais Médicos’ no município. O pedido foi feito na semana passada, durante reunião técnica com representante do Ministério da Saúde, que esteve na cidade para acompanhar a execução do programa e dialogar sobre as demandas locais. Atualmente, Mauá conta com 49 médicos vinculados ao programa, distribuídos em 16 das 23 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O município ocupa a terceira posição no ranking de cidades do ABCDMRR Paulista com maior número de profissionais do ‘Mais Médicos’, refletindo o investimento na Atenção Primária e na ampliação do acesso aos serviços públicos de saúde.

A solicitação de expansão leva em conta o crescimento da demanda e os resultados positivos já observados na rede municipal. Segundo Kátia Navarro Watanabe, secretária adjunta de Saúde, o programa tem papel estratégico no fortalecimento do atendimento à população. “O município tem demanda e espaço para crescer. O ‘Mais Médicos’ representa muito mais do que uma economia financeira para as prefeituras, considerando a contrapartida do governo federal. Estamos falando de profissionais com formação constante e diferenciada, voltada para o cuidado com a população. Em Mauá, o programa tem sido essencial para a Estratégia Saúde da Família e impactado diretamente a vida dos munícipes. O retorno tem sido muito positivo em toda a rede”, destacou.

A reunião – ocorrida na quinta-feira (30/04) – contou com presença de Israel Victor de Oliveira, referência regional do programa pelo Ministério da Saúde. Após o encontro, ele visitou – ao lado da coordenadora da Atenção Primária à Saúde de Mauá, Amanda Batista de Siqueira Santos – a UBS Jardim Santista, que conta com três médicos do programa. “O ‘Mais Médicos’ é diferenciado. A formação é permanente e baseada na tríade ensino, serviço e comunidade. Os profissionais são especialistas em gente”, afirmou o representante do governo do Brasil.

O programa foi criado em 2013 pelo governo federal – primeira gestão de Dilma Rousseff – com o objetivo de suprir a carência de profissionais em regiões prioritárias e de difícil acesso. Desde então, tem sido uma das principais políticas públicas de fortalecimento da Atenção Primária no país. Dados do Ministério da Saúde indicam que a iniciativa contribuiu para ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família, reduzir desigualdades regionais e melhorar indicadores de saúde, especialmente em áreas mais vulneráveis. Entre os avanços recentes, destacam-se incentivos para pagamento da dívida do financiamento estudantil (Fies), de fixação para permanência de ao menos quatro anos nas localidades atendidas e ampliação das oportunidades de formação continuada, incluindo cursos de aperfeiçoamento e especialização. O programa também expandiu sua atuação para áreas como saúde prisional, equipes de consultório na rua e atenção à saúde indígena.

Na avaliação da coordenadora da Atenção Primária, o impacto do programa vai além da ampliação do número de médicos, refletindo diretamente na qualidade do cuidado oferecido. “O ‘Mais Médicos’ tem contribuído significativamente para a ampliação da cobertura e para a melhoria da qualidade do atendimento, especialmente para os pacientes que não conseguem realizar o acompanhamento presencial frequente na unidade de saúde. A atuação é focada na família, com ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e cuidados integrados. A Estratégia Saúde da Família fortalece o vínculo entre a UBS e as famílias atendidas, facilitando o acesso aos serviços e permitindo compreender o contexto de vida das pessoas e suas reais necessidades”, explicou Amanda Batista.

Coordenadora de Gestão de Pessoas e Educação em Saúde, Elisabete Aparecida Ribeiro Jose também ressaltou o diferencial da formação oferecida pelo programa. “O ‘Mais Médicos’ se destaca por investir fortemente na qualificação contínua dos profissionais. Essa formação permanente, alinhada às necessidades do território, contribui para um atendimento mais humanizado, resolutivo e próximo da população. Isso fortalece não apenas o cuidado direto, mas toda a organização da rede de saúde”, reforçou.

 

 

 

 

Mauá promove ações educativas para incentivar uso racional de medicamentos nas UBSs

 

A Prefeitura de Mauá iniciou nesta terça-feira (5) – Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos – série de ações educativas voltadas para conscientização sobre o tema nas Unidades Básicas de Saúde. A atividade inaugural foi realizada na UBS Jardim Zaíra 2 e reuniu cerca de 50 participantes, marcando o início de programação que se estenderá ao longo do mês de maio em outras unidades da rede municipal.

A iniciativa, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde por meio da Assistência Farmacêutica, integra as ações de sensibilização sobre o uso adequado de medicamentos, assunto considerado estratégico para a saúde pública. Durante os encontros, pacientes recebem orientações sobre cuidados básicos, armazenamento e descarte correto de remédios, além de alertas sobre os riscos da automedicação e a influência da publicidade no consumo inadequado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais da metade dos medicamentos no mundo é prescrita, dispensada ou utilizada de forma incorreta, enquanto cerca de 50% dos pacientes não seguem corretamente as orientações de tratamento. O uso inadequado pode resultar em agravamento de doenças, reações adversas e aumento da resistência a antibióticos – considerada uma das maiores ameaças globais à saúde.

Para Kátia Navarro Watanabe, secretária adjunta de Saúde, a ação reforça o compromisso da gestão municipal com a prevenção e a educação em saúde.
“Promover o uso racional de medicamentos é uma estratégia fundamental para proteger a população. Quando levamos informação de qualidade para dentro das unidades, contribuímos diretamente para a redução de riscos e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, afirma.

Gerente de Saúde de Assistência Farmacêutica de Mauá, Daniele Cestari Marino de Oliveira destaca que o tema vai além da orientação técnica e impacta diretamente na segurança e nos resultados dos tratamentos.
“Abordar o uso racional de medicamentos com os pacientes não é apenas importante, mas também essencial para garantir segurança, eficácia do tratamento e sustentabilidade do sistema de saúde. O uso inadequado pode provocar reações adversas, intoxicações e agravamento de doenças”, explica.

Daniele ainda ressalta que a compreensão do tratamento é determinante para a adesão dos pacientes. “Muitos acreditam que se é medicamento, não faz mal, o que não é verdade. Quando a pessoa entende por que está tomando um remédio, como utilizá-lo corretamente e por quanto tempo, as chances de seguir a prescrição aumentam significativamente. Isso se reflete diretamente nos resultados clínicos”, acrescenta.

Outro ponto de atenção é quanto ao uso indevido de antibióticos, que contribui para o avanço da resistência bacteriana. Segundo especialistas, esse fenômeno reduz a eficácia dos medicamentos disponíveis e torna infecções comuns mais difíceis de tratar, exigindo terapias mais complexas e custosas.

Além dos impactos clínicos, o uso irracional de medicamentos também gera prejuízos econômicos. A prática pode levar ao desperdício de recursos, aumento de internações e necessidade de tratamentos mais caros – situações que poderiam ser evitadas com orientação adequada.

Para a secretária adjunta, investir em educação em saúde também significa fortalecer o papel do paciente no cuidado com a própria saúde. “Nosso objetivo é ampliar a autonomia das pessoas. Um paciente bem informado consegue tomar decisões mais conscientes, identificar sinais de alerta e procurar atendimento no momento certo”, finaliza Kátia.

Utilizar medicamentos de forma indiscriminada, incorreta e sem a devida orientação médica ou farmacêutica é perigoso, pode agravar doenças e levar à morte. Além disso, a combinação errada de substâncias pode anular ou potencializar o efeito de outras. Abaixo estão listadas algumas das principais orientações em relação ao tema:

– Nenhuma pessoa deve utilizar medicamento por conta própria, sem orientação de profissional, especialmente grávidas ou mulheres que estejam amamentando;
– Não recomende medicamentos. O que é bom para uma pessoa pode não ser para outra;
– Tome medicamentos somente com água;
– Mantenha medicamentos fora dos alcances de crianças e de animais;
– Guarde medicamentos longe do calor, da umidade e da luz intensa. Se precisar ser conservado em geladeira, evite colocá-los na porta do eletrodoméstico;
– Medicamentos com prazo de validade expirado não devem ser ingeridos, pois, além de perderem seus efeitos terapêuticos podem prejudicar a saúde;
– Nunca jogue substâncias medicamentosas em lixo comum, em pias ou em vasos sanitários, pois elas poluem solos e águas. O descarte dos medicamentos deve ser feito exclusivamente em pontos específicos – os serviços de saúde de Mauá contam com coletores adequados para remédios vencidos ou em desuso.

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