Em duas sessões extraordinárias nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, por 16 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção, a Câmara Municipal de São Caetano aprovou a criação de um cadastro que abre o fim da tarifa-zero para todos os passageiros.
O projeto é da própria gestão do prefeito Anacleto Campanella Júnior, o Tite Campanella, diante dos altos custos e de o sistema de ônibus não dar mais conta com a atual estrutura.
Pela proposta, a gratuidade será apenas para moradores que vão precisar fazer um cadastro chamado SancaGov.
O cadastro vai unificar o acesso a todos os serviços essenciais do município, como assistência social, benefícios em geral e o transporte coletivo.
O projeto contempla, no caso dos ônibus, biometria facial, com reconhecimento do rosto do usuário por meio de câmeras nos validadores das catracas.
Ainda de acordo com o projeto 1016/26, a prefeitura vai centralizar os dados e se responsabilizará pela proteção das informações pessoais e de acesso a serviços dos moradores cadastrados.
Para isso, deve seguir a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).
O projeto é da própria prefeitura diante dos altos custos e de o sistema de ônibus não dar mais conta da demanda com a atual estrutura.
A “Tarifa Zero” nos transportes coletivos de São Caetano do Sul era até então um dos símbolos, juntamente com Maricá (RJ), usados por quem defende o acesso gratuito ao transporte coletivo por qualquer pessoa.
Na cidade do ABC Paulista, qualquer pessoa que hoje entrar em um ônibus municipal operado pela Vipe (Viação Padre Eustáquio) não paga nada, mas precisa passar pela catraca para registro da demanda.
O acesso gratuito nos ônibus é aplicado em São Caetano desde 1º de novembro de 2023.
Mas, segundo a prefeitura, os serviços de transportes pioraram, com superlotação e demora, e oneraram município.
O valor da tarifa para quem não mora na cidade ainda ser definido, mas deve ficar em tono de R$ 4 ou R$ 5 e a cobrança deve começar ainda no primeiro semestre de 2026, dependendo da regulamentação.
Por ano, a tarifa zero custa aos cofres municipais de São Caetano cerca de R$ 70 milhões.
A frota aumentou, mas não dá conta da demanda, sendo necessária ampliação, o que elevaria os custos mais ainda.