Quarta, 18 de Março de 2026

Atividades buscam criar um ambiente melhor de se conviver em Mauá

Vigilância Sanitária de Mauá acelera agenda de formações e realiza dois treinamentos em menos de três meses
Por janete ogawa
17 de março de 2026 - Foto: Divulgação PMM

A Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Mauá realiza, em todo segundo sábado do mês, um evento do AME Adoções, em que leva cães e gatos que foram retirados do abandono ou recolhidos ao canil, no bairro Sertãozinho. O evento realizado no último sábado (14/03) foi o 41º desde 2021, conseguiu seis lares para cinco felinos e um cão. Os animais foram entregues vermifugados, vacinados, microchipados e castrados ou com a castração garantida a partir dos seis meses de idade.

Os interessados em adotar um amiguinho de quatro patas pode ver a carinha dos que estão à disposição na página ameanimal.maua.sp.gov.br. Para levar para casa, basta apresentar o original e uma cópia do documento de identidade, do CPF e do comprovante de residência. A Secretaria de Meio Ambiente já promoveu a adoção de 279 cães e 250 gatos. Mesmo assim, a Prefeitura de Mauá ainda tem 95 cães e 20 gatos em condições de encontrar um novo lar. Os animais a serem doados atualmente estão abrigados no AME Adoções, no canil e gatil, localizado à rua das Camélias, nº 248, no Sertãozinho.

Outras ações para melhorar o ambiente em que se vive

“Parcerias e a participação da comunidade estão permitindo transformar Mauá num lugar cada vez mais agradável de se viver”, afirmou o secretário-adjunto de Meio Ambiente da Prefeitura de Mauá, Rogério Santana. A Secretaria buscou parcerias para promover a revitalização de praças e a realização de eventos de adoção de animais.

A Praça da Rua Santa Helena, no Centro, e a Praça da Biquinha, na Vila Assis, por exemplo, receberam paisagismo, obras e limpeza. E a população pode usufruir com mais tranquilidade destes espaços públicos. A revitalização envolveu as secretarias de Serviços Urbanos e de Meio Ambiente.

Troca Verde evita descarte irregular

A cada mês, a Secretaria de Meio Ambiente realiza a Troca Verde em três bairros da cidade, transformando áreas de descarte irregular em espaços revitalizados. Materiais descartáveis que seriam descartados passam a ser recolhidos e reciclados e, em troca, os cadastrados recebem kit de ração animal ou kit de alimentos. Simultaneamente à limpeza dos espaços e o cadastramento de moradores do entorno dos locais, há um trabalho de educação ambiental realizado por agentes da Secretaria. “A comunidade tem benefícios sociais, como a valorização do bairro, melhoria na qualidade de vida, sem a presença de lixo, insetos e roedores, e a troca de materiais recicláveis por kit de ração animal ou kit de alimentos”, explicou Santana.

A maioria dos moradores quer cuidar do bairro e acaba contribuindo na fiscalização do despejo de entulhos irregulares. “A gente está separando estes materiais para a reciclagem”, afirmou Maria José Gomes de Andrade, moradora há 20 anos numa travessa da avenida Adilson Dias de Souza. O programa tem quatro objetivos fundamentais: contribuir para o combate contra as mudanças climáticas, ajudar a cidade a economizar com a redução do envio de resíduos para o aterro sanitário, deixar a cidade mais limpa e fazer o paisagismo para tornar um ambiente mais agradável para os moradores. As próximas edições do Troca Verde serão no dia 20 (sexta-feira), na avenida Adilson Dias de Souza e no Jardim Paranavaí.

Denuncie maus-tratos de animais e descarte irregular: 4512-7661.

 

 

 

Vigilância Sanitária de Mauá acelera agenda de formações e realiza dois treinamentos em menos de três meses

 

A Vigilância Sanitária de Mauá iniciou 2026 com agenda ampliada de formações técnicas voltadas a setores estratégicos para a saúde pública. Em menos de três meses, a área promoveu dois eventos formativos – no ano passado inteiro foram realizados três treinamentos, voltados a profissionais de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), de panificação e de cosméticos.

As atividades fazem parte da estratégia da Secretaria Municipal de Saúde de ampliar o alcance das ações educativas da área, fortalecendo a prevenção de riscos sanitários e o diálogo com os serviços regulados. A proposta já havia sido destacada no fim de 2025 pela equipe técnica como uma das prioridades para este ano.

“O investimento em formação é uma das formas mais eficazes de garantir ambientes mais seguros para a população. Quando isso ocorre, todos ganham. O empreendedor melhora a qualidade do serviço e reduz riscos, o trabalhador passa a atuar com mais segurança e, principalmente, a população utiliza ambientes mais protegidos. Esse é um compromisso permanente da nossa gestão com a saúde coletiva”, afirma Eliene de Paula Pinto, secretária municipal de Saúde.

A retomada das formações também reforça diretriz adotada pela Vigilância Sanitária de Mauá de substituir lógica exclusivamente fiscalizatória por atuação cada vez mais orientadora e preventiva, sem abrir mão do rigor técnico.

Para Fabiana Marinho de Macedo Vieira, coordenadora de Vigilâncias em Saúde de Mauá, a educação permanente é uma ferramenta essencial para fortalecer a cultura de segurança sanitária no município. “A capacitação é um instrumento estratégico para prevenir acidentes, evitar surtos e garantir que os serviços funcionem dentro dos padrões exigidos. Ao orientar profissionais e gestores, ampliamos a capacidade de resposta do sistema de saúde e protegemos a população”, destaca

O primeiro treinamento do ano, em fevereiro, foi direcionado a representantes legais e profissionais das instituições de Educação Infantil da rede particular de Mauá. Organizada pela Vigilância Sanitária em conjunto com a Vigilância Epidemiológica e o setor de Zoonoses, a formação – no Centro de Formação de Professores Dr. Miguel Arraes – abordou temas como licenciamento sanitário, prevenção e manejo de surtos de doenças, boas práticas de higiene e orientações sobre acidentes com escorpiões.

A iniciativa buscou preparar gestores escolares para lidar com desafios sanitários presentes no cotidiano das instituições que atendem crianças pequenas, incluindo segurança alimentar, controle de pragas e organização adequada dos ambientes. “A educação infantil exige ambientes seguros, limpos e bem organizados. A formação reforça não apenas o cumprimento das normas, mas a prevenção de situações que podem comprometer a saúde de alunos e profissionais”, afirmou Camila Louzada, gerente da Vigilância Sanitária de Mauá.

Fabiana Marinho ressaltou que a capacitação também fortalece a parceria entre o poder público e a comunidade escolar. “Estamos falando de orientações que podem literalmente salvar vidas, especialmente quando tratamos de riscos como surtos de doenças ou acidentes com animais peçonhentos, que atingem com mais gravidade as crianças”, pontuou.

O segundo evento do ano foi promovido no início deste mês, no prédio da Secretaria Municipal de Saúde e em parceria com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST). Com o tema ‘Atualização em Boas Práticas e Segurança no Cuidado e Manejo de Piscinas da Rede Pública e Particular’, a formação reuniu representantes legais, gestores, responsáveis técnicos, profissionais de manutenção e equipes de limpeza envolvidos na operação de piscinas de uso coletivo.

A atividade abordou protocolos de segurança, controle físico-químico da água, armazenamento e manipulação de produtos químicos, além da prevenção de acidentes de trabalho.

O tema ganhou relevância com a morte – no início de fevereiro – da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, ocorrida em academia na zona leste de São Paulo, após suspeita de reação química envolvendo produtos utilizados na piscina. O caso reacendeu o debate sobre os riscos do uso inadequado de substâncias químicas em ambientes fechados.

Segundo especialistas, a mistura inadequada de produtos pode gerar gases tóxicos capazes de provocar irritação respiratória, queimaduras químicas e intoxicações graves. Em piscinas coletivas, o controle adequado do pH e da dosagem de cloro é fundamental para garantir a desinfecção da água e evitar riscos aos usuários.

Camila Louzada explica que o manejo desses ambientes exige protocolos técnicos rigorosos e acompanhamento permanente. “Não basta que a água esteja aparentemente limpa. É necessário monitorar parâmetros físico-químicos, registrar análises periódicas, respeitar a dosagem correta dos produtos e garantir que o armazenamento e a manipulação sejam feitos de forma segura. Um erro na mistura de substâncias pode gerar gases altamente tóxicos, especialmente em ambientes fechados.”

Segundo ela, a atividade também esclareceu dúvidas sobre licenciamento sanitário e responsabilidades legais dos estabelecimentos. “Quando o responsável técnico conhece a legislação e aplica corretamente as boas práticas, reduzimos significativamente os riscos à saúde dos usuários e dos trabalhadores”, reforçou.

A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é que novas formações sejam promovidas ao longo do ano, contemplando diferentes setores econômicos e serviços que impactam diretamente a saúde coletiva. “Fiscalizar é importante, mas orientar é igualmente essencial. Quando conseguimos antecipar riscos por meio da informação e da capacitação, evitamos problemas maiores e promovemos uma cultura de responsabilidade sanitária em toda a cidade. Além disso, a estratégia fortalece o papel preventivo da vigilância em saúde”, concluiu a secretária Eliene de Paula Pinto.

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