Os advogados do candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, Flávio Bolsonaro, apresentaram uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) alertando para repetição de discurso de ameaças e incitação à violência feita pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador.
As novas palavras de ódio preferidas por Lula foram ditas na convenção do Partido Democrático Trabalhista (PDT), no último dia 20, em Brasília. A denúncia original foi feita após discurso do petista em Catalão (GO), em 2 de junho. Na ocasião, Lula chamou Flávio de “vendilhão da pátria” e citou que Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado por trair a Pátria. Embora o petista tenha errado pois, quem foi enforcado foi o próprio Tiradentes.
A defesa de Flávio Bolsonaro aponta que existe uma reiteração do modus operandi, “o que reforça o dolo do presidente Lula, bem como a potencialidade lesiva de suas manifestações”.
— A palavra do presidente da República não é a de um agente político comum. Cada manifestação pública do chefe do Poder Executivo transcende o campo da opinião privada e irradia efeitos concretos sobre o comportamento de milhões de cidadãos. Quando essa figura pública, mais de uma vez, associa um adversário político à figura de um (suposto) “traidor” que deveria ser “enforcado”, o risco à integridade física e à própria vida do Noticiante deixa de ser abstrato para se tornar concreto e atual — destaca a petição.
Os recorrentes discursos de ódio de Lula contribuíram, inclusive, para que o candidato do PL tivesse que adotar novas medidas de segurança, como a ampliação do efetivo de policiais destacados e o uso permanente do colete balístico.
Um levantamento feito pela equipe de inteligência da Polícia do Senado, responsável pela segurança de Flávio Bolsonaro registrou, entre junho e julho, mais de 2 mil conteúdos entre ameaças explícitas, incitações à violência, referências codificadas e manifestações associadas a tentativas de ataques.