Santo André segue no clima da Copa do Mundo e aproveita a empolgação de milhares de pessoas para disponibilizar mais um ponto de troca de figurinhas do álbum. A partir deste dia 23 de junho, todas as terças, das 9h às 11h, e quintas-feiras, das 14h às 16h, a Biblioteca Nair Lacerda, no Paço Municipal, receberá colecionadores que buscam negociar cromos e completar o livro ilustrado do Mundial.
A exemplo do que já acontece no Domingo do Paço, haverá uma banca com figurinhas para troca, para a qual valem regras simples: brilhantes podem ser trocadas por brilhantes e jogadores por jogadores. Trocas entre pessoas devem respeitar o que for decidido pelas próprias. No fim, a intenção é que todos consigam finalizar os respectivos álbuns.
O álbum da Copa do Mundo FIFA 2026 é o maior da história, com 980 figurinhas a serem coladas no livro ilustrado de 112 páginas. Com o número recorde de 48 seleções participantes e três sedes compartilhando a organização das partidas – Estados Unidos, México e Cadadá –, o total de cromos cresceu consideravelmente, fazendo com que colecionadores recorram às trocas para economizar e completar.
Tem mais – Já no sábado (27), a Rede de Bibliotecas de Santo André (Rebisa) promove o evento Troca de Figurinhas com Música, a partir das 14h, na Biblioteca Cecília Meireles, no Parque das Nações. A apresentação musical ficará sob responsabilidade dos professores da Escola de Música TecnoArte.
Serviço:
Troca de Figurinhas na Biblioteca Nair Lacerda
Datas: às terças, das 9h às 11h; e às quintas, das 14h às 16h
Local: Biblioteca Nair Lacerda
Endereço: Praça IV Centenário, s/n – Centro – Santo André
Troca de Figurinhas com Música
Data: 27/6 (sábado)
Horário: 14h
Local: Biblioteca Cecília Meireles
Endereço: Praça Waldemar Soares, s/n – Parque das Nações – Santo André
Alunos da EJA de Santo André participam de torneio esportivo inclusivo no Estádio Bruno José Daniel
O campo do Estádio Bruno José Daniel, casa do Esporte Clube Santo André, foi palco de uma verdadeira experiência e sensibilização e conhecimento sobre o esporte paralímpico. O local recebeu na última segunda-feira (22) mais uma edição do ParaEJA, com a participação de alunos dos Centros Públicos de Formação Profissional Miguel Arraes, João Amazonas e Valdemar Mattei.
Com objetivo de promover ainda mais integração por meio de atividades físicas e esportivas adaptadas, cerca de 150 alunos da Educação de Jovens e Adultos de Santo André participaram do ParaEJA, com direito à entrega de medalhas.
A atividade reforça a educação inclusiva, valoriza o protagonismo dos estudantes e fortalece os vínculos de convivência e pertencimento no ambiente escolar.
O evento contou com a apresentação do atleta Elton Tadeu Garroni, deficiente visual total, que inspirou o público. “Mostrar o meu trabalho é uma experiência muito gratificante. Quando a gente entende que o esporte adaptado pode nos levar mais longe do que a gente pensa e sonha, faz tudo valer a pena”, destacou o corredor, que em 2025 foi o oitavo melhor do mundo nos 100m.
A trajetória de Elton conta com a atuação de Alexandre Araújo Galassi Nascimento, que é seu atleta guia há dois anos. “Nossa apresentação pode servir de inspiração e motivação para outras pessoas. É importante que todos saibam que podem ir além e superar seus limites”, enfatiza Alexandre.
Além da corrida, os estudantes tiveram acesso à tocha olímpica de 2016, carregada por Adauto Domingues, que foi corredor bicampeão panamericano. Hoje ele atua como co-coordenador na área de paradesporto da Secretaria de Esporte e Prática Esportiva de Santo André. “Ações simples podem gerar impactos gigantes”, afirmou.
Os alunos participaram ainda da atividade “Bola ao Gol”, adaptada às possibilidades de cada participante. Os alunos cadeirantes, por exemplo, puderam arremessar a bola com as mãos, enquanto os demais puderam realizaram o chute ao gol, garantindo a participação de todos de forma inclusiva.
Lucas Torino da Silva, de 17 anos, elogiou a atividade. “Fiquei muito feliz em acompanhar toda essa dinâmica que aconteceu aqui com o atleta cego. Conferir a habilidade que ele tem faz a gente pensar em oportunidades para o futuro. Eu mesmo penso em jogar futebol e farei o possível para seguir nesse caminho”, contou o aluno que tem deficiência auditiva.
Ainda no campo do “Brunão”, os alunos se reuniram no gramado para um momento de confraternização e a entrega de medalhas simbólicas, celebrando a participação, a superação e o espírito de inclusão vivenciados durante o evento.
Aos 34 anos, a aluna Daiane Cordeiro Dias, que cursa EJA II no Centro Público de Formação Profissional Valdemar Mattei, entrou pela primeira vez em um estádio. Deficiente visual, ela contou com o acompanhamento da professora de atendimento educacional especializado (PAEE) Gislaine Barbosa, que foi contando sobre os acontecimentos e detalhando os ambientes explorados. “É muita emoção. Um momento que eu nunca vivi antes”, compartilhou, ao celebrar o recebimento de sua medalha com a frase “Educação que transforma vidas”.
Para o secretário de Educação de Santo André, Pedrinho Botaro, a iniciativa proporciona uma experiência prática e imersiva, que desenvolve cada vez mais a parceria entre esporte e educação. “Essa é uma ação diferenciada que visa educar através do exemplo e da participação direta dos alunos, fortalecendo nos estudantes o trabalho em equipe e a disciplina. Sobretudo, ressaltamos a acessibilidade e inclusão oferecida pelo projeto, que é um dos pilares da nossa rede”, ressaltou.
Estádio Bruno José Daniel – Durante a visita, os alunos puderam conhecer mais sobre o local inaugurado em 15 de novembro de 1969. Vale destacar que campo do estádio poliesportivo já sediou jogos de futebol em torneios como o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro (“Brasileirão”), Campeonato Brasileiro Feminino e até mesmo a Taça Libertadores da América.
Nesta segunda-feira, as turmas visitaram a sala de imprensa do estádio, conhecendo o espaço onde são realizadas as entrevistas coletivas, o vestiário e a área utilizada pelos atletas para aquecimento antes das partidas.
A aluna Ana Carolina Torres de Sisto, de 33 anos, comemorou a experiência e, por utilizar cadeira de rodas, aprovou a acessibilidade do local. “Adorei conhecer todas as áreas do estádio. Fiquei impressionada e muito feliz com o que conheci”.
O secretário de Esporte e Prática Esportiva, Jobert Minhoca, aproveitou para agradecer a visita. “Ficamos muito felizes em receber os alunos da Educação de Jovens e Adultos aqui no nosso estádio. Santo André é uma cidade para todos. Investe na inclusão e abre espaço para descobrir atletas e paratletas que representem a nossa cidade, o estado de São Paulo e o Brasil”, enfatizou.