O Parque Tecnológico de Santo André avança em sua agenda de aproximação entre universidades, empresas e sociedade com a formalização de parcerias de extensão tecnológica com a Fundação Santo André (FSA) e a Universidade Federal do ABC (UFABC). As iniciativas, firmadas individualmente com cada instituição, têm como objetivo ampliar a transferência de conhecimento, pesquisas e inovações para o setor produtivo e para a comunidade, fortalecendo o ecossistema de inovação, tecnologia e empreendedorismo da região.
A extensão tecnológica consiste na aplicação prática do conhecimento produzido em universidades e instituições de ciência e tecnologia, conectando pesquisa, mercado e desenvolvimento socioeconômico. No Parque Tecnológico, essas ações poderão ocorrer por meio de programas, prestação de serviços, projetos de pesquisa aplicada e cursos de capacitação, conforme o planejamento desenvolvido com cada instituição parceira.
Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego de Santo André, as parcerias reforçam o papel estratégico do Parque como ambiente de articulação entre diferentes atores do ecossistema.
“Mais do que cumprir uma exigência legal em cursos, em programas de extensão, a adesão da Universidade Federal do ABC e da Fundação Santo André ao Parque Tecnológico, para aproveitar todo esse nosso ecossistema, mostra o enorme potencial desse fantástico espaço de conexão entre todos os atores da sociedade. As universidades passam a integrar de forma ativa esse ambiente estratégico de inovação, tecnologia e empreendedorismo, fortalecendo a presença institucional de ambas e ampliando a nossa capacidade de conexão com oportunidades de alto valor para a sociedade”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, Evandro Banzato.
Com a Fundação Santo André, a parceria busca aproximar docentes e estudantes das demandas reais das empresas da região, especialmente em projetos ligados à transformação digital, inovação e uso estratégico de novas tecnologias.
Para o vice-reitor da Fundação Santo André, Rodrigo Curi, o convênio representa uma oportunidade de expandir a atuação da instituição para além do ambiente acadêmico. “O convênio assinado é uma oportunidade de levar a FSA extramuros e proporcionar às empresas da região o contato com docentes e estudantes em projetos inovadores, que ajudem a ampliar e fortalecer a transformação digital das empresas, preparando-as ainda mais para o uso da inteligência artificial em seus processos produtivos e de gestão”, afirma.
Já a parceria com a UFABC fortalece a atuação em torno da inteligência artificial e da aproximação entre academia, indústria e sociedade. A proposta envolve a utilização do Laboratório de Inteligência Artificial do Parque Tecnológico como ponto de encontro para cursos, palestras, treinamentos e desenvolvimento de projetos aplicados.
Segundo a professora e engenheira Patrícia Leite, da UFABC, o laboratório nasce com a missão de aproximar conhecimento científico e desafios concretos. “A proposta do Laboratório de Inteligência Artificial aqui no Parque Tecnológico é reforçar ainda mais a aproximação da academia com a indústria. Um ponto de encontro, onde possamos oferecer cursos, palestras e treinamentos, principalmente para quem tem problemas complexos e ainda não sabe qual solução aplicar. A inteligência artificial se encaixa muito bem nesse contexto”, explica.
Patrícia também ressalta que a iniciativa pode ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento sobre inteligência artificial. “Hoje, a inteligência artificial está cada vez mais presente na vida das pessoas. Ao mesmo tempo em que aparece na mídia o tempo todo, ainda pode parecer distante ou difícil de entender. Por isso, também podemos pensar em cursos voltados à sociedade, inclusive para públicos como a terceira idade, ajudando a desmistificar o tema”, completa.
Para Fábio Danilo Ferreira, diretor da Agência de Inovação da UFABC, a parceria com o Parque Tecnológico contribui para transformar conhecimento científico em soluções aplicáveis. “O Parque Tecnológico é um parceiro que ajuda a catalisar o potencial científico da universidade para chegar a diferentes públicos. O laboratório pode ser um celeiro para muitas soluções tecnológicas, novas empresas e novas conexões, partindo da infraestrutura e da capacidade científica que temos na região”, afirma.
Ele destaca ainda a importância de o Parque Tecnológico assumir um papel ativo no debate sobre inteligência artificial. “Um Parque Tecnológico não poderia ficar sem um ponto de encontro de inteligência artificial. Hoje, ela está na mídia para todo mundo, mas também precisa ser desmistificada para a indústria. Será que cabe? Em que momento entra? Em que momento não entra? Ela não é a solução de todos os problemas, mas pode ser solução para problemas bastante complexos”, conclui.
Com as novas parcerias, o Parque Tecnológico de Santo André amplia sua atuação como plataforma de conexão entre conhecimento, mercado e desenvolvimento territorial, fortalecendo sua missão de impulsionar soluções aplicadas, qualificação profissional, inovação aberta e novas oportunidades para empresas, instituições e sociedade.