Sexta, 05 de Junho de 2026

Atlas/Bloomberg: Mais de 50% dizem que situação econômica do Brasil é ruim

Pesquisa de maio levou em consideração a respostas de cerca de 5 mil brasileiros em idade adulta
Por janete ogawa
28 de maio de 2026 - Fontes: CNN Brasil, Valor Econômico e Pleno News

A maioria dos brasileiros (52%) avalia a situação econômica do Brasil como ruim, segundo a amostra Latam Pulse do Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (28). Em contrapartida, 37% a classificam como boa, enquanto 11% a consideram normal.

A visão negativa sobre a economia brasileira se inverte em relação às expectativas econômicas para os próximos seis meses.

Conforme o levantamento, 45% dos brasileiros acreditam que a situação econômica do país irá melhorar, enquanto 19% afirmam que ficará igual e 37% consideram que irá piorar.

Em recortes familiares, 40% dos brasileiros acreditam que a situação econômica de sua família atualmente é boa, enquanto 43% acham que irá melhorar nos próximos seis meses.

Já 33% a classificam como ruim, com 27% dos brasileiros na expectativa de piora da situação.

Hoje, 27% consideram a situação familiar normal, e 30% acreditam que permanecerá dessa forma daqui a seis meses.

A situação atual de emprego no país é bem vista pelos brasileiros. Cerca de 47% acreditam que o cenário do mercado de trabalho é bom, enquanto 18% consideram como normal e 36% acham ser ruim.

Para daqui a seis meses, 43% acreditam que irá melhorar, enquanto os que acreditam na estabilidade da situação e na piora empatam, com 29%.

A percepção sobre a inflação também melhorou. Em maio, a avaliação da inflação atual caiu 0,5 ponto percentual, chegando a 5,8%, enquanto a expectativa para os próximos meses recuou 0,2 ponto percentual, a 5%.

Com isso, boa parte dos brasileiros acredita no avanço do consumo. Quase 38% afirmam que pretendem realizar mais compras de bens duráveis, um salto de 7% em relação ao mês anterior.

A pesquisa de maio contou com cerca de cinco mil participantes da população adulta (de 16 a 100 anos) e foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

 

 

 

Meio/Ideia: Lula tem 46,7% de rejeição; Flávio, 39,8%

A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (27) aponta que 46,7% dos eleitores brasileiros não votariam “de modo algum” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a reeleição. Outros 39,8% afirmaram rejeitar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aparece com 42%, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem 26% de rejeição.

Entre os demais nomes testados, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registra 18%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), soma 16%.

Já o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) aparece com 14%, seguido pelo líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), com 12%.

O professor Hertz Dias (PSTU) registra 10,7% de rejeição, enquanto a senadora Tereza Cristina (PP) tem 9%. O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, soma 8%.

O escritor Augusto Cury (Avante) e Edmilson Costa (PCB) são rejeitados por 6,6% dos entrevistados, cada.

Já a vice-presidente da UP, Samara Martins, registra 6,4% de rejeição, seguida pelo ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, com 2,7%.

Entre os entrevistados, 1,6% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados, enquanto 9,3% disseram estar indecisos.

Metodologia

Foram ouvidas 1.500 pessoas entre os dias 23 e 27 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02918/2026.

 

 

 

Flávio discute sobre PCC e CV com Departamento de Estado dos EUA

Depois de se reunir com o presidente americano Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, foi recebido nesta quarta-feira (27) no Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ele discutiu a classificação de facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas.

A informação foi divulgada pelo comunicador Paulo Figueiredo, aliado de Flávio, logo após o encontro na sede da diplomacia americana. Além de Paulo, também participou da visita o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Figueiredo afirmou que o diálogo tratou de ações em conjunto entre os países.

— A conversa abordou oportunidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos diante de uma eventual eleição do senador, além da urgência da designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras — afirmou.

Flávio e seus aliados no Congresso Nacional defendem a reclassificação das facções. A proposta, incentivada pela gestão do republicano nos Estados Unidos, é rejeitada pela base do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na véspera, o senador relatou ter dito a Trump que apoiará a medida se for eleito e que também vai levar o Brasil a aderir à coalizão política e militar Escudo das Américas, lançada em março pelo republicano com apoio de 17 países para promover ações militares no combate ao narcotráfico.

A reunião ocorreu com Christopher Landau, secretário de Estado adjunto e número 2 da diplomacia americana, e com Darren Beattie, consultor sênior de Políticas para o Brasil na diplomacia. Eles não foram recebidos por Marco Rubio. O secretário de Estado acaba de voltar de viagem e participou de reuniões com o presidente Trump.

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