O Centro de Memória de Diadema – que fica na Avenida Alda, 255, no Centro – guarda muitos tesouros: uma planta, de 1925, do primeiro loteamento da cidade, que compreendia o Centro, bairro Conceição e parte do Serraria; uma foto de 1948 da entrada da cidade; depoimentos, em áudio e vídeos, dos emancipadores, responsáveis por tornar a cidade independente no distante ano de 1958. Todo esse material e muito mais pode ser consultado gratuitamente por todos, não apenas pesquisadores.
Como explica Osmir Pereira Rocha, agente de biblioteca e um dos responsáveis pelo espaço, o acervo do Centro é amplo. “Atuamos de duas maneiras. Primeiro, temos registros que ajudam a contar a história das administrações, uma história mais institucional. Por outro lado, temos diversos materiais – como fotos, documentos, jornais e fotografias – sobre a história mais ampla do município, seus movimentos sociais, culturais, artísticos e urbanísticos.”
Segundo Osmir, o trabalho do Centro se estende para outras áreas. “Fazemos exposições retratando aspectos da história de Diadema a partir de algum recorte temático. Já fizemos, por exemplo, exposições sobre casas antigas e outra sobre a história dos casamentos.”
A equipe também realiza formações, como oficinas artísticas de Bordado e Histórias – em que o público utiliza o bordado para registrar seu passado -, e de Fotografia e Memória.
O Centro conta, ainda, com uma biblioteca com volumes que focam na história de Diadema e do ABC, memória, patrimônio histórico e trabalhos acadêmicos produzidos sobre a cidade.
Por fim, o Centro de Memória faz parte do Pró-Iphac, o grupo de assessoria técnica do Conselho de Patrimônio de Diadema, e está auxiliando no levantamento dos imóveis da cidade que têm algum interesse histórico. “Estamos começando agora um trabalho com os monumentos da cidade, registrando e resgatando a história desses marcos. Na sequência, queremos fazer esse mesmo trabalho com os chamados bens imateriais, que são as manifestações artísticas da população, que são muitas e riquíssimas em nossa cidade.”
O Centro de Memória funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e, aos sábados, das 9h às 15h. O telefone para agendamento e outras informações é (11) 4043-0700.
Sede com muitas histórias para contar
Quem entra no único imóvel tombado pelo patrimônio histórico em Diadema, justamente o casarão que é sede do Centro de Memória, se sente imediatamente transportado para outra época. O casarão, construído por um português chamado Alberto Simões Moreira na década de 1930, guarda histórias que ajudaram a moldar a Diadema moderna.
Alberto morou com sua família durante muito tempo no local e plantava uvas. A avenida Alda, que liga a área central ao Eldorado, foi aberta pelo morador e recebeu o nome de sua filha, Alda Moreira Estrázulas.
Com o tempo, a família de Alberto doou o casarão para uma ordem religiosa cristã, as Irmãs Oblatas do Espírito Santo, que transformaram o imóvel em um orfanato para moças. Hoje em dia, quem visita o Centro de Memória pode apreciar várias fotos desse período, como das abrigadas pelo orfanato à época.
O nome Praça da Moça, localizada próximo ao Centro, deve-se às jovens abrigadas, que passeavam pelo local.
Com o tempo o espaço passou para a Prefeitura, que utilizou o local para diversos fins, até Secretaria de Educação e, agora, como Centro de Memória.
GCM de Diadema localiza mulher desaparecida há cinco dias
Uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) de Diadema, da base de operações Norte, foi acionada na última segunda-feira (20) para atender a um caso de pessoa desorientada na UPA Paineiras.
No local, os agentes encontraram uma idosa que afirmava estar perdida. Apesar da desorientação, ela estava em boas condições de saúde e portava documentos.
Após contato com o 3º Distrito Policial, a equipe conseguiu confirmar a identidade da mulher e constatou que havia um registro de desaparecimento em aberto há cinco dias.
Final Feliz – Com a identificação, os familiares foram localizados, e a idosa já retornou para casa.