Quinta, 19 de Março de 2026

Santo André atualiza Plano Diretor de Drenagem Urbana com investimento de R$ 210 milhões

Santo André inicia trabalho em campo do SuperAção SP com chegada de agentes
Por janete ogawa
19 de março de 2026 - Foto: Eduardo Merlino/PSA

Santo André assinou nesta quarta-feira (18) a Ordem de Serviço para a elaboração da versão atualizada de seu Plano Diretor de Drenagem Urbana. Trata-se de um documento de gestão municipal que planeja, projeta e gerencia o manejo das águas pluviais, visando mitigar inundações, enchentes e alagamentos, e vai ao encontro das ações da Prefeitura andreense, que até o fim de 2026 está investindo R$ 210,5 milhões em intervenções e tecnologias para reduzir os problemas causados pelas chuvas.

O ato de assinatura deste importante instrumento aconteceu ao lado da obra de um dos sete microrreservatórios que vêm sendo construídos na bacia do Córrego Guarará, na Rua Tucuruí, localizada na Vila Pires, com presença do prefeito Gilvan Ferreira, do secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira, do secretário de Infraestrutura e Obras, André Scarpino, e outras autoridades.

Desenvolvido para incorporar novas intervenções e melhorar a eficiência da gestão das águas urbanas, o Plano Diretor de Drenagem Urbana – criado em 1996 e instituído em 1999 – engloba diagnóstico, prognóstico de bacias hidrográficas e diretrizes para obras estruturais e medidas não estruturais, como educação ambiental e manutenção.

“O último plano foi de 1996 e colocado em prática em 1999. Tivemos obras, atualizações, e agora vamos dar continuidade. São intervenções estruturantes e esse planejamento vai fazer com que a política urbana de pequeno, médio e longo prazo, aloque da melhor forma os recursos, obtendo uma cidade mais resiliente”, comentou o prefeito Gilvan Ferreira.

O Plano Diretor de Drenagem Urbana de Santo André será desenvolvido por uma empresa especializada no assunto, sendo um instrumento de fundamental importância para o município. Serão necessários 12 meses para o desenvolvimento do documento e o investimento é de R$ 2.375.168,65.

“Desde 1996 Santo André já tinha grupos técnicos sobre a questão da drenagem dentro da Prefeitura, para que em 1999 pudesse chancelar o plano diretor. Pensar a drenagem e o saneamento é muito importante. O saneamento traz essa inter-relação entre água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem. Um está diretamente ligado ao outro. A cidade cresce e temos que pensar diagnósticos sabendo que o clima está mudando e afeta a vida das pessoas. Esse é um plano fundamental para uma cidade mais resiliente”, disse o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira.

O secretário de Infraestrutura e Obras, André Scarpino, destacou a importância do plano para os dias de hoje, com graves mudanças climáticas. “A partir do diagnóstico real que teremos através deste grande plano, vamos delinear muito bem os nossos investimentos para as áreas mais vulneráveis da nossa cidade.”

Ações – Santo André já realizou significativas obras neste segmento nos últimos meses, como o Complexo Viário Maurício de Medeiros, a microdrenagem na Avenida Queirós Filho e a implantação de três canteiros esponja sob praças, sendo um na Vila Homero Thon, um no Centro e outro na Vila Palmares.

Entre as intervenções que estão em curso ou prestes a acontecer estão as construções dos sete microrreservatórios na bacia do Córrego Guarará (os quais armazenarão quase 5.000 m³ de água), a ampliação em quatro vezes da capacidade de vazão da Estação Elevatória de Águas Pluviais da Vila América, com instalações das novas tubulações e motobombas, o alteamento da Avenida Santos Dumont, as instalações de 500 bocas de lobo inteligentes, fluviômetros, pluviômetros, estações meteorológicas e outros dispositivos, entre outras.

O município ainda faz uso de importante ferramenta, caso de um sistema de inteligência artificial para predição de alagamentos. Ou seja, ele utiliza dados coletados por estações meteorológicas, dentre outros, para trabalhar na identificação de riscos hidrológicos (causados por chuvas intensas), como inundações, pontos de alagamento e saturação do solo.

 

 

 

 

Santo André inicia trabalho em campo do SuperAção SP com chegada de agentes

 

Santo André recebeu na quarta-feira (18), no CRAS Alzira Franco, a equipe do Programa SuperAção SP, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo que investe na inclusão produtiva e na articulação entre políticas públicas para enfrentar a pobreza de forma estruturada. Voltado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), o programa propõe uma atuação integrada para promover autonomia econômica e social, com acompanhamento direto, qualificação profissional e apoio à inserção no mercado de trabalho.

“O SuperAção SP chega para fortalecer um trabalho que Santo André já desenvolve com muito compromisso: cuidar das pessoas e criar oportunidades reais de transformação de vida. Ao unir esforços com o Governo do Estado, ampliamos nossa capacidade de atender as famílias em situação de vulnerabilidade com ações integradas, acompanhamento próximo e foco na autonomia. Nosso objetivo é claro: garantir dignidade, inclusão produtiva e caminhos concretos para que cada cidadão possa construir seu próprio futuro”, comentou o prefeito Gilvan Ferreira.

Na prática, as famílias que cumprirem os requisitos serão acompanhadas de forma personalizada por agentes do programa, com visitas domiciliares e a construção de um Plano de Desenvolvimento Familiar. A jornada é organizada em três etapas: acesso a direitos, desenvolvimento de capacidades e inclusão produtiva.

“O SuperAção dialoga diretamente com o trabalho que Santo André já desenvolve, ao reafirmar a proteção social como garantia de direitos e a promoção da autonomia como eixo central do desenvolvimento humano. Acreditamos em uma atuação integrada, que reconhece as singularidades de cada família e constrói, a partir delas, caminhos reais de inclusão e emancipação”, afirma Ana Claudia de Fabris, secretária de Assistência Social.

O programa conta com duas frentes de atuação: uma voltada à proteção social de famílias em situação mais vulnerável e outra direcionada àquelas com potencial de inserção produtiva, com foco em qualificação, emprego ou empreendedorismo.

“O nosso foco é garantir que essas famílias tenham acesso a oportunidades reais. Isso significa olhar para além da renda imediata e investir em qualificação, acesso a direitos e inclusão no mundo do trabalho”, destaca a secretária.

Entre os diferenciais estão os incentivos financeiros ao longo da jornada, como auxílio mensal de proteção social, apoio à qualificação profissional e incentivo para inserção no mundo do trabalho.

A implantação em Santo André começa em território piloto, na região atendida pelo CRAS Alzira Franco. Nesta fase inicial, cerca de 260 famílias serão acompanhadas por uma equipe composta por 13 agentes de campo e um supervisor, com atuação territorial e busca ativa. A execução do programa no município é baseada em uma governança intersetorial, reunindo diferentes áreas da administração para ampliar o alcance das ações e garantir resultados mais efetivos.

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