Atender no menor tempo possível pessoas que sofreram ataques cardíacos faz grande diferença na recuperação dos pacientes. Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Demarchi/Batistini, em São Bernardo, o tempo para realização de um exame de eletrocardiograma em pacientes com suspeita de infarto foi reduzido em 89% na comparação entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2026. O bom desempenho é resultado das ações implementadas pelo Projeto Boas Práticas HCor, que engloba série de estratégias que visam qualificar o atendimento desses casos.
Com foco na melhoria do atendimento aos pacientes com dor torácica e suspeita de Síndrome Coronariana Aguda (SCA), condição que inclui o infarto agudo do miocárdio, a unidade de saúde de São Bernardo implementou estratégias voltadas à otimização do fluxo assistencial, capacitação das equipes e fortalecimento da segurança do paciente.
Entre as medidas desenvolvidas destacam-se a realização de treinamentos contínuos com as equipes assistenciais, a implantação do Kit Dor Torácica – contendo medicações padronizadas para início rápido do tratamento – e a criação de um sistema de comunicação imediata entre a Classificação de Risco e a sala de eletrocardiograma (ECG), permitindo a priorização dos pacientes com suspeita de infarto.
As ações mostraram resultados expressivos. O tempo médio entre a chegada do paciente e a realização do ECG, que era de 56 minutos em 2024, caiu para apenas 6 minutos em fevereiro de 2026, representando uma redução de quase 90% e alcançando padrões compatíveis com as recomendações internacionais para atendimento cardiovascular de urgência.
QUALIDADE DE ATENDIMENTO – A coordenadora médica do Departamento de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência (DAHUE) da Secretaria de Saúde, Dra. Elida Fantini Junqueira, explicou que as melhorias foram obtidas com ações simples, mas “bem estruturadas”, que têm “gerado impactos significativos na qualidade da assistência” prestada à população.
“A iniciativa evidenciou que a reorganização dos processos assistenciais, associada à educação permanente e ao engajamento das equipes, é capaz de promover melhorias concretas na qualidade do atendimento, aumentando as chances de diagnóstico precoce, tratamento oportuno e melhores desfechos clínicos para os pacientes”, afirmou Dra. Elida.
O diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência, Dr. Misael Artemis Blanco, destacou que o projeto reforça o compromisso da Secretaria de Saúde de São Bernardo, da UPA Demarchi/Batistini e de seus profissionais com a excelência da assistência prestada no SUS (Sistema Único de Saúde), podendo servir como modelo para outras unidades de urgência e emergência do município e do País. “Esse projeto está sendo implantado em todas as UPAs da cidade, porque cuidar com agilidade salva vidas e cada minuto faz a diferença no atendimento ao infarto”, frisou o diretor.
Em simpósio da OAB, São Bernardo destaca protocolos de resposta a eventos climáticos extremos
A Prefeitura de São Bernardo participou na tarde de segunda-feira (8/6) do 1º Simpósio de Mudanças Climáticas organizado pela subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do município, no qual a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal (SEMAS) da cidade apresentou os principais avanços do Centro Municipal de Emergências Climáticas (CMEC). Criado em 2025 pela gestão do prefeito Marcelo Lima, o órgão teve como destaque no evento a recente conclusão do processo de elaboração dos protocolos de resposta para registros de ventos intensos, chuvas intensas e riscos associados a altas temperaturas.
Com as diretrizes para esses três tipos de cenários, o CMEC de São Bernardo chega a sete protocolos de resposta a eventos climáticos extremos, quatro dos quais foram concluídos em 2025, inclusive com validação das outras secretarias que integram o órgão: Baixas Temperaturas, Incêndios Florestais, Poluição Atmosférica e Escassez Hídrica.
Com os novos documentos, que seguem para a fase de validação final junto às secretarias municipais envolvidas no processo, o CMEC consolida a entrega do conjunto de protocolos de resposta previstos em seu planejamento. Isso significa fortalecer, a partir de agora, a capacidade do município de atuar de forma coordenada, preventiva e baseada em dados diante de diferentes tipos de eventos climáticos extremos.
Realizado na sede da subseção de São Bernardo da OAB, o encontro reuniu representantes do campo jurídico, ambiental, acadêmico e da gestão pública para debater os desafios da emergência climática e suas implicações para as cidades. O foco central do simpósio tratou da prevenção de riscos, proteção da população e construção de respostas institucionais diante de eventos climáticos extremos, alinhado à iniciativa da Prefeitura em criar o CMEC, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente.
A apresentação do trabalho realizado pelo CMEC, feita pelo diretor da seção de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da SEMAS, Marcio Kontopp, também destacou que os protocolos representam instrumento prático de organização da resposta pública, definindo fluxos de monitoramento, comunicação, mobilização institucional, atuação operacional e avaliação pós-eventos. A lógica adotada pelo CMEC parte do entendimento de que os riscos climáticos exigem articulação entre secretarias, definição prévia de responsabilidades e capacidade de antecipação.
“A conclusão desta etapa marca avanço importante na estruturação da política climática municipal, especialmente por transformar o diagnóstico da emergência climática em procedimentos concretos de atuação do poder público”, pontuou Marcio. Outro ponto central da apresentação foi o início das ações dos Grupos de Trabalho do Fórum Social de Mudanças Climáticas, espaço de participação da sociedade civil vinculado à agenda climática do município, criado também em 2025.
NOVA FASE – A atuação dos GTs representa nova fase do Fórum, voltada à escuta qualificada, ao debate temático e à construção coletiva de propostas. Com isso, São Bernardo amplia a dimensão participativa da governança climática, aproximando poder público, sociedade civil, especialistas, organizações e cidadãos interessados na construção de soluções para adaptação, mitigação, resiliência, educação ambiental e transição ecológica.
A participação da Prefeitura de São Bernardo no simpósio reforçou a importância da cooperação institucional para o enfrentamento da crise climática. Ao dialogar com a OAB e com especialistas de diferentes áreas, a gestão do prefeito Marcelo Lima reafirma que a agenda climática exige respostas técnicas, jurídicas, sociais e políticas articuladas, capazes de proteger vidas, reduzir vulnerabilidades e preparar a cidade para eventos extremos cada vez mais frequentes.
Segundo Ronaldo Perrucci, secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal da cidade, “a entrega dos protocolos de resposta pelo CMEC representa um passo importante para que São Bernardo deixe de atuar apenas de forma reativa diante dos eventos climáticos extremos” e avance para uma lógica que envolve prevenção e antecipação. “Ao mesmo tempo, o início dos Grupos de Trabalho do Fórum Social mostra que a política climática municipal não se constrói apenas dentro da administração pública, mas no diálogo com a sociedade, com especialistas e com os diferentes setores que vivem e conhecem o território”, comentou.
Com a conclusão dos protocolos e o início das atividades dos GTs do Fórum Social, São Bernardo avança na consolidação de uma política climática local estruturada em dois eixos complementares: de um lado, a organização institucional da resposta pública aos eventos extremos; de outro, a ampliação da participação social e da conscientização climática. A presença da Prefeitura no 1º Simpósio de Mudanças Climáticas reafirma esse compromisso e fortalece a inserção do município no debate público sobre adaptação, resiliência e governança climática em relação a eventos extremos.