A emoção intensa faz o organismo liberar hormônios como adrenalina e cortisol, aumentando a frequência cardíaca, a pressão arterial e a necessidade de oxigênio pelo coração. O consumo de energéticos, alimentos gordurosos, cigarro e o consumo excessivo de álcool durante as partidas também contribuem para a sobrecarga do coração.
A Dra. Denise Pellegrini, cardiologista intervencionista e Diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), alerta que “pessoas com hipertensão, colesterol alto, diabetes, fumantes, pessoas com obesidade e sedentárias, pacientes que já sofreram infarto ou que têm insuficiência cardíaca precisam redobrar os cuidados durante os jogos”.
A cardiologista intervencionista reforça: “Sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar, suor excessivo, tontura, palpitações, dor que irradia para o braço, costas ou mandíbula e sensação de desmaio nunca devem ser ignorados, mesmo durante momentos de comemoração. Sentiu algum desses sintomas? Recomendamos procurar um hospital o mais rápido possível”, alerta a Dra. Denise.
A paixão pelo futebol pode trazer benefícios emocionais e promover momentos de felicidade, mas é importante assistir aos jogos sempre com tranquilidade, principalmente para quem já possui algum fator de risco.
Entre os principais cuidados estão manter o uso regular da medicação, evitar excessos e o cigarro, além de controlar o consumo de álcool. Mesmo que a maioria das pessoas assista aos jogos sem complicações, o alerta serve como conscientização para que sintomas não sejam ignorados.
A agilidade no atendimento é muito importante em casos de infarto. A janela ideal para tratamento é de até 90 minutos após o início dos sintomas. “O correto é procurar socorro nos primeiros minutos. Não espere para ver se a dor passa”, reforça a Dra. Pellegrini.