Saúde de São Paulo amplia método preventivo de HIV

0
630

A partir deste mês, a Secretaria de Estado da Saúde  amplia em três vezes o número de serviços públicos de saúde que ofertam o método de prevenção do HIV, denominado PrEP (profilaxia pré-exposição), alcançando todas as macrorregiões paulistas.

A iniciativa, realizada por meio do Programa Estadual de DST/Aids em parceria com as 37 Secretarias Municipais de Saúde envolvidas, visa atender a demanda do tratamento de forma regionalizada, garantindo o acesso pessoas com maior chance de exposição.

Atualmente, o medicamento está disponível em 49 serviços, em 37 municípios (confira a relação de unidades e cidades em: https://bitly/2Ev1gsC).

O Estado de São Paulo iniciou a implantação da PrEP em janeiro de 2018, em 14 serviços integrantes de sete municípios.

Até o momento, foram cadastrados 2.891 usuários do medicamento, totalizando 6.621 atendimentos. Com a expansão da rede de serviços a partir de outubro, a expectativa é duplicar o número de pessoas atendidas até dezembro.

“A meta para 2019 é expandir ainda mais esta rede de serviços, facilitando o acesso à prevenção daqueles que estão vulneráveis ao HIV. Um comprimido diário é suficiente. Além disso, precisamos destacar a importância da adesão às demais estratégias de prevenção combinada, que incluem o uso de preservativos, a Profilaxia Pós Exposição ao HIV (PEP), o tratamento das Infecções sexualmente Transmissíveis (IST), para destacar alguns exemplos”, afirma Artur Kalichman, coordenador do Programa Estadual DST/Aids-SP.

O medicamento utilizado na PrEP é indicado a homens que fazem sexo com homens, mulheres transexuais, travestis, profissionais do sexo que tenham tido relações sexuais sem uso de preservativo nos últimos seis meses e/ou episódios recorrentes de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e/ ou tenham usado repetidamente medicamentos de profilaxia pós-exposição (PEP). Também podem receber o remédio casais sorodiscordantes para o HIV (quando um parceiro tem o vírus e outro, não) que mantêm ou tenham tido relações sexuais sem uso de preservativos.

Há contraindicação para pessoas com doença renal, porém os locais de referência farão avaliações médicas em todos que procurarem pelo tratamento.

O medicamento pode ter efeito colateral leve, como dores de cabeça, náuseas e inchaço.

Aos pacientes que aderirem à terapia é recomendado o uso de preservativo durante as relações sexuais, pois a PrEP não protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis.

Além disso, o medicamento começa a fazer efeito a partir do sétimo dia para exposição por relação anal e a partir do vigésimo dia para exposição por relação vaginal.

Durante o tratamento, os usuários serão acompanhados pelo serviço de referência.

Após o início do tratamento, haverá retorno num período de 30 dias e, depois, a cada três meses.

A gerente da área de assistência do Centro de Referência e Treinamento de DTS/Aids, Denize Lotufo, conversou com o comunicador Ricardo Leite, no programa Bom Dia ABC desta quarta-feira (31/10/18).

 

 

 

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA