Prefeituras do ABC se unem pelo programa Médicos pelo Brasil

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O Consórcio Intermunicipal Grande ABC irá encaminhar um documento ao Governo Federal solicitando revisões no programa que substituirá o Mais Médicos, intitulado de Médicos Pelo Brasil.

A decisão foi tomada durante a Assembleia de Prefeitos realizada na noite desta terça-feira (3/12/19), quando os chefes dos Executivos municipais deliberaram sobre o tema após apresentação de dados feita pelo Grupo de Trabalho (GT) Saúde da entidade regional, composto por secretários dos sete municípios.

O Congresso Nacional aprovou no último dia 27 a criação do programa Médicos Pelo Brasil, lançado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

A iniciativa vai levar 18 mil médicos a regiões mais carentes do país, além de formar especialistas em prevenção e acompanhamento de doenças mais frequentes nos brasileiros, como diabetes e hipertensão.

No entanto, o foco do projeto deve ser as regiões Norte e Nordeste do Brasil, deixando, assim, descobertas áreas da Região Metropolitana de São Paulo, como o Grande ABC.

O texto da Medida Provisória enviada pelo Governo do Brasil ao Parlamento segue para sanção presidencial.

Segundo as secretarias municipais de Saúde da região, essa mudança no programa resultará em significativa diminuição do número de médicos na rede pública municipal do Grande ABC.

Dados fornecidos pelos municípios mostram que, em 2018, as sete cidades contavam com 145 médicos atendendo pelo programa Mais Médicos e a previsão é que esse número caia para apenas seis até 2022, sendo que todos estes profissionais custeados pelo Governo Federal atuariam em Santo André.

“A mudança de critérios pode prejudicar a região em relação a quantidade de médicos. Vamos pedir uma agenda com o ministro da Saúde para pedir que alguns pontos sejam revistos e não haja prejuízo para a região. No cenário atual, todas as cidades da região perderiam médicos ao longo dos anos”, afirmou o presidente do Consórcio ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra.

A agenda entre os prefeitos do Grande ABC e o Governo Federal para tratar sobre o tema deve ser articulada pelo escritório do Consórcio ABC em Brasília.

 

 

Foto: Angelo Baima/PSA

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