Pesquisa Seade mostra as diferenças de SP no aniversário de 466 anos

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O boletim Pesquisa Seade – Município de São Paulo, baseado em levantamento inédito da Fundação Seade, analisa as regiões da cidade de São Paulo em quatro aspectos: características dos moradores; oferta de serviços nas proximidades da moradia; renda domiciliar; e deslocamento das pessoas no espaço urbano.

Os dados mostram que existem várias “cidades” dentro da capital: as regiões periféricas têm perfil populacional e padrão de vida bastante diferentes daquelas que ocupam o centro do território municipal.

Alguns resultados da pesquisa:

1 – A população é mais envelhecida no Centro Ampliado, enquanto as regiões Leste 2 e Sul têm população mais jovem;

2 – No Centro Ampliado, a parcela com ensino superior completo ou mais é quase o dobro das demais regiões. A região Sul concentra a maior proporção de pessoas com fundamental incompleto, seguida da região Leste-2;

3 – A taxa de desocupação dos residentes nas regiões mais periféricas é superior a do Centro Ampliado. Estão desocupadas em São Paulo 825 mil pessoas. Há mais trabalho formalizado entre os residentes nas áreas centrais e mais informalidade nas regiões Sul e Leste 2. A região Leste concentra a maior proporção de ocupados da Capital (34,2%);

4 – A imagem de cidade verticalizada descreve apenas o Centro Ampliado, pois as casas são predominantes em outras regiões. A região Sul tem maior concentração de sobrados (53,3%);

5 – A parcela de paulistanos que percebem a presença de serviços básicos nas proximidades de sua residência é alta e semelhante em todas as regiões. Os equipamentos de saúde são mais escassos na região Norte, seguida da região Leste-2 e Sul. As regiões Sul e Leste-2 tem a menor concentração de serviços bancários, hipermercados e equipamentos de lazer;

6 – Dois terços dos domicílios têm uma única fonte de renda – trabalho ou aposentadoria e pensões. Dos domicílios, 53% têm renda proveniente apenas de rendimento do trabalho, parcela que é maior na região Leste. O rendimento domiciliar per capita mensal em São Paulo corresponde a R$ 48,40 por dia;

7 – Exceto as idas para escola e trabalho, os principais destinos dos paulistanos são o comércio nas imediações de casa (35,0%), visitas a parentes e amigos (32,6%) e atividades de lazer (27,1%);

8 – Entre os paulistanos, 42% se deslocam a pé para seu principal destino no dia a dia e nos finais de semana, sendo que 22,3% dos paulistanos não saem no dia a dia ou finais de semana, exceto para estudar ou trabalhar. As principais justificativas dos paulistanos que não costumam sair de casa no dia-a-dia ou final de semana são a preferência por ficar em casa e a falta de dinheiro.

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