Moradores do ABC discordam de temas polêmicos do novo governo

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A terceira pesquisa divulgada pelo Instituto ABC Dados nesta quarta-feira (06/02/19) aborda  a adesão às pautas do governo Bolsonaro.

Se a expectativa com o novo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), é de 58% de otimismo, na média, nas cidades do ABC, a maioria dos moradores discordam das principais teses, como a privatização, a posse e porte de armas, direitos trabalhistas e os conceitos do projeto “Escola sem Partido”.

A respeito da privatização das estatais 13% discordam em parte; 41% totalmente; 31% concordam e 9% ficaram “em cima do muro”. Em Diadema 61% discordam totalmente ou parcialmente, enquanto em Mauá 54% discorda totalmente e 4% parcialmente. Na reta oposta aparece Rio Grande da Serra com 55% de aprovação.

Sobre menos direitos trabalhistas para garantir ou gerar mais empregos, 53% discordam da afirmação, 16% discordam em parte; 37% discordam totalmente e 32% concordam. Santo André e Diadema, com mais de 60%, são os dois municípios que discordam. São Caetano e Ribeirão Pires são as cidades que mais concordam: 45% e 52%, respectivamente. Curiosamente, o que concordam têm ensino superior (37%) e ganham mais de cinco salários mínimos  (36%).

Quanto a posse de armas para a defesa do cidadão, 51% discordam totalmente e 10% discordam em parte; 32% concordam totalmente ou em parte; e 5% nem concordam e nem discordam. Santo André (45%), São Caetano (36%) e Ribeirão Pires (42%) são os locais onde ocorrem as maiores concordâncias; São Bernardo (65%) e Diadema (67%)  os mais altos índices de discordância. Aqueles que ganham até dois salários mínimos (64%) são os que mais discordam e os que recebem acima de cinco salários (40%), com curso superior (37%) e evangélicos (26%) os que mais concordam.

Já a legalização do porte de armas tem 66% de rejeição e 11% de aprovação total. Nesse quesito, Santo André (26%) e São Caetano (25%) são as cidades que mais concordam; São Bernardo (79%) e Diadema (84%) as que mais discordam.

O ensino sexual, foco de discussão no projeto Escola sem Partido, 50% concordam e 41% discordam. A política é aprovada por 68% e reprovada por outros 22%. Destaque para mulheres mais jovens e com renda e escolaridade mais altas. Entre os evangélicos a discordância é mais alta: 49%.

Metade dos entrevistados  de Rio Grande da Serra discorda e 71% da população de São Caetano concordam.

Quando o assunto é política 68% concordam e 22% discordam. São Caetano e Ribeirão Pires têm a maior aprovação: 80%; e Rio Grande da Serra com 35%, a maior rejeição.

Mil munícipes com mais de 15 anos das sete cidades da região foram entrevistados entre os dias 11 e 15 de janeiro.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

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