Câmara de Santo André antecipa devolução e garante hora extra de servidores

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Tiago Oliveira

O governo Carlos Grana (PT) e a Câmara de Santo André (foto) entraram em acordo para garantir que os servidores municipais recebam as horas extras realizadas em outubro. O pagamento havia sido suspenso pela Prefeitura, que alegou problemas financeiros.

Até a próxima quinta-feira (8) o Legislativo vai transferir para o Executivo R$ 2,5 milhões, que serão usados para pagar as horas extras. O valor é parte de um total de R$ 3,4 milhões que não foram utilizados pela Câmara e serão devolvidos até o final do ano.

Esta solução foi sugerida pelos servidores em reunião que ocorreu na última terça-feira (29), entre o prefeito Carlos Grana e representantes da categoria. O Executivo então iniciou conversas com o presidente da Câmara, Ronaldo de Castro (PRB) e o acordo foi costurado.

Castro se reuniu com funcionários públicos nesta quinta-feira (1º/12) e comunicou a decisão. “Estamos mais uma vez ajudando a Prefeitura”, afirmou.

Na última terça-feira, servidores protestaram na Câmara contra a decisão do governo Grana de cortar o pagamento de horas extras referentes aos meses de outubro e novembro. O corte fez com que os motoristas do transporte escolar passassem desde segunda-feira (28) a realizar apenas a jornada de oito horas.

Ainda não está certo, no entanto, como se dará o pagamento das horas extras feitas em novembro, que a princípio seriam transformadas em banco de horas.

Rosinhas

O repasse para os cofres municipais previsto para a semana que vem também vai ser usado para pagar emendas no valor de R$ 60 mil destinadas à Associação dos Voluntários da Saúde de Santo André, cujas integrantes são conhecidas popularmente como “Rosinhas”.

A entidade atua no auxílio de pacientes da rede municipal de saúde, especialmente do Centro Hospitalar Municipal e do Hospital da Mulher. As emendas foram apresentadas no ano passado, mas até agora não foram pagas.

A Prefeitura aponta a crise financeira como motivo para as emendas não terem sido executadas. Sem a verba, a Associação passou a enfrentar dificuldades para manter o atendimento. “Estamos com as prateleiras vazias porque o dinheiro já tinha que ter entrado. Estamos desesperados”, afirma a diretora administrativa da entidade, Maria Emília Melchiori.

“Como a Câmara já ia devolver R$ 2,5 milhões para resolver o problema das horas extras dos funcionários da Prefeitura, eu sugeri que a Casa devolvesse mais R$ 60 mil que corresponde ao valor que destinamos às Rosinhas”, afirma o vereador Eduardo Leite (PT).

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